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Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente são apresentados em Macapá

‘Professor Samuel Benchimol’ e ‘Banco da Amazônia’ valorizam desenvolvimento da região amazônica

Portal Amazônia

 

Prêmios valorizam projetos que incentivam o desenvolvimento sustentável da Região Amazônica. Foto: Márcio Di Pietro/ ATN

MACAPÁ – Projetos que incentivam a economia verde, o desenvolvimento sustentável e o empreendedorismo consciente do Amapá serão reconhecidos através dos prêmios ‘Professor Samuel Benchimol’ e ‘Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente’. O valor total da premiação para cada categoria será de R$ 65 mil. O edital e as informações estão disponíveis naInternet. As inscrições seguem até 5 de setembro deste ano.

Nesta sexta-feira (27), foram apresentadas as propostas dos prêmios e sua importância a parceiros e instituições convidadas.  Foto: Paula Monteiro/ Portal Amazônia

Como participar?

Empreendedores, pesquisadores, acadêmicos e comunidade em geral podem participar. Os trabalhos poderão ser elaborados individualmente ou em grupo. Os prêmios são considerados importantes estímulos entre os pesquisadores e empreendedores que desenvolvem práticas de uso sustentável, a partir de recursos naturais na região, desde a criação de políticas públicas ao comércio. “Eles buscam inovação e no pensar coletivo, o qual possui um valor expressivo para a sustentabilidade. Vários projetos chamaram a atenção da organização dos prêmios, como a realizada pela a Embraba/AP no combate à praga que atacava as bananeiras. Outro projeto no Acre virou empresa que trabalham com o látex”, exemplificou o coordenador do Prêmio, professor José Rincon Ferreira.

Vários projetos chamaram a atenção da organização dos prêmios, como a realizada pela a Embraba/AP no combate à praga que atacava as bananeiras. Na imagem, o coordenador do Prêmio, professor José Rincon Ferreira. Foto: Paula Monteiro/ Portal Amazônia

A parceria dos prêmios com o grupo Amazônia Cabo- das mídias CBN Amazônia, Portal Amazônia e o Canal Amazon Sat– estimula a valorização social e ambiental na Amazônia. “O prêmio tem a característica do que fazemos enquanto empresa de comunicação, que é ser a cara e a voz da Amazônia e apoiar prêmios como esse representam os nossos ideais para a Região”, disse o gerente de sustentabilidade do Canal Amazon Sat, Menderson Coelho.

Para o titular da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Antonio Claudio de Carvalho, os prêmios ‘Professor Samuel Benchimol’ e ‘Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente’ são exemplos de iniciativas que ajudam a aprimorar as técnicas inovadoras em benefício do desenvolvimento sustentável. Carvalho ganhou o prêmio em 2007. “Ele mudou a minha vida acadêmica e profissional. Divulgou e abrangeu a minha área de pesquisa, pois é comprometido com a sustentabilidade da Amazônia e as ações da proposta para toda a vida”, relembra.

Para o titular da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Antonio Claudio de Carvalho, os prêmios são exemplos importantes de iniciativas que ajudam a aprimorar as técnicas inovadoras em benefício do desenvolvimento sustentável. Foto: Paula Monteiro/ Portal Amazônia

Segundo o gerente geral da agência Macapá, do Banco da Amazônia, Gleidson Sales, o prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente representa a proposta da instituição financeira. “Tem o objetivo de apoiar os projetos científicos na nossa região. Ele é um dos mais importantes da América Latina que buscam incentivar a pesquisa com consciência ambiental”, afirmou.

Segundo o gerente geral da agência Macapá do Banco da Amazônia, Gleidson Sales, o prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente representa a proposta da instituição financeira. Foto: Paula Monteiro/ Portal Amazônia

O edital 2014 foi lançado nesta sexta-feira (27), em Macapá. Na ocasião, foram apresentadas as propostas dos prêmios e a importância para parceiros e instituições convidadas, entre elas: Instituto Estadual de Florestas (IEF), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Amapá (Sebrae/AP), Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) e Universidade Federal do Amapá (Unifap).

 

Varejista inglesa veta madeiras ilegais de origem amazônica

 

Anúncio acontece após denúncia do Greenpeace sobre a contaminação do mercado de madeira da Amazônia

Jornal do Commércio

MANAUS – A megaempresa britânica Jewson, especializada em vendas de madeira e materiais de construção, anunciou que vai retirar temporariamente toda a madeira de origem amazônica de suas mais de 600 lojas na Inglaterra, sobretudo os deques feitos à base de Ipê. O anúncio se deu após denúncia do Greenpeace sobre a contaminação do mercado de madeira da Amazônia, região que sofre com altos índices de ilegalidade nas áreas de extração madeireira.

Segundo nota da própria Jewson, emitida em conjunto com sua fornecedora, International Timber, são exigidos das empresas brasileiras somente os documentos oficiais de movimentação de madeira (DOF-GF3), apontados pelo Greenpeace como insuficientes para garantir origem legal da madeira. Após as denúncias, a empresa britânica prometeu auditar sua cadeia para conhecer a origem de seus produtos independentemente da documentação oficial, e contratou especialistas no Brasil.

A Jewson compra madeira da International Timber (ambas pertencentes ao grupo Saint Gobain) que, segundo a própria Jewson, tem como fornecedores no Brasil as empresas Solimad Madeiras e Condor Florestas. Estas últimas são exportadoras de madeira baseadas no Estado
de Rondônia, e já receberam multas do Ibama de mais de R$ 5 milhões por desmatamento, extração ilegal de madeira, lavagem de dinheiro e falsificação de documentação oficial.

Jewson anunciou que vai retirar temporariamente toda a madeira de origem amazônica. Foto: Ilustração/Shutterstock

“O mercado internacional está preocupado, e começa a tomar medidas contra a madeira ilegal. Enquanto isso, no Brasil, mesmo após as denúncias do Greenpeace sobre o descontrole do setor madeireiro, nada foi feito. Não dá para os governos estaduais e federal fingirem que está tudo bem. Já passou da hora de agir, começando pela revisão dos planos de manejo na Amazônia”, defendeu Marina Lacôrte, da campanha da Amazônia do Greenpeace.

Em maio, o Greenpeace lançou um relatório sobre a atual situação da ilegalidade no mercado madeireiro na Amazônia, usando como exemplo casos de planos de manejo com indícios de fraude no Estado do Pará. A denúncia foi feita no Brasil e em oito países que compram madeira amazônica. Mais de 80 mil apoiadores da campanha na Inglaterra pediram que a Jewson suspendesse o comércio de madeira amazônica até que pudesse garantir a origem legal dos produtos.

A empresa negou ilegalidades com nota divulgada no dia 16 de maio, mas assumiu que deve buscar saber a origem de seus produtos.

 

Amazônia Legal estará toda mapeada até 2017, garante Sipam

Cerca de 55 mil km² de hidrovias navegáveis e 1,2 milhão de km² terrestres foram cartografados

Portal Amazônia

Mapeamento será feito pelo Sistema de Proteção da Amazônia. Foto: Reprodução/Portal Brasil

BRASÍLIA – O projeto de mapeamento da Amazônia Legal está em andamento e deve ser concluído até 2017, segundo o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), que coordena as operações. Cerca de 55 mil quilômetros quadrados (km²) de hidrovias navegáveis e 1,2 milhão de quilômetros quadrados terrestres já foram cartografados.

O projeto Cartografia da Amazônia foi lançado em 2008 para atualizar e concluir as cartografias terrestre, geológica e náutica dos 35% da Amazônia sem informações na escala de 1:100 mil, que são mais detalhadas. Dos 5,2 milhões de km² da Amazônia Legal, 1,8 milhão de km² não tinham informações cartográficas nessa escala.

Mais importante que a base estruturante da cartografia são os desdobramentos temáticos para as instituições, órgãos e municípios da região, avalia o diretor de produtos do Censipam, Péricles Cardim. “Traduzir as informações dos mapas e pegar todo o montante desse conhecimento para subsidiar o poder decisório de outros órgãos era o que faltava na Amazônia”.

As cartografias auxiliam planejamento e execução de projetos de infraestrutura, como rodovias e hidrelétricas, regularização fundiária, segurança territorial e desenvolvimento regional.

Os 55 mil km² de hidrovias cartografados correspondem a 90 cartas náuticas produzidas ou atualizadas até 2013. Neste ano serão mapeadas mais cerca de 9,5 mil km², em 19 cartas náuticas, sendo que sete foram finalizadas até o último mês de maio. O objetivo é ampliar a segurança da navegação nos rios do Amapá, Amazonas, Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Roraima.

Embarcações

Até 2008, dois navios dedicavam-se a mapear a Amazônia, mas, segundo Cardim, não conseguiam atingir afluentes mais distantes. Então, dentro do projeto, a Marinha recebeu cerca de R$ 43 milhões, sendo que 90% dos recursos foram para a construção de quatro navios menores, hidroceanográficos, e um de maior porte, oceanográfico. “A partir dessa capacidade, a Marinha amplia a cobertura, ano a ano, nos locais sem mapas ou que precisam de revisita”.

Mais de 95% de todo o transporte comercial da região ocorre por meio dos rios. Além disso, o transporte fluvial de passageiros movimenta anualmente 8,9 milhões de pessoas. A segurança de navegação também interfere no cálculo do seguro do frete comercial, influenciando diretamente no preço dos produtos transportados e afetando toda a economia regional.

Além dos navios, o projeto destinou recursos para investimentos como modernização dos sistemas de aquisição e processamento de dados de aeronaves especializadas em sensoriamento remoto, software e hardware para o tratamento e processamento dos dados e imagens, bem como da capacitação de recursos humanos.

Riqueza mineral

Segundo Péricles Cardim, o mapeamento geológico foi o que alavancou o projeto todo, levando também a parte mais substancial dos recursos: R$ 176 milhões. “É um mapeamento que vai delimitar com qualidade a real riqueza mineral que temos na Amazônia”.

Entretanto, segundo Cardim, são informações que dependem de aprovação e regulamentação do novo Marco Regulatório da Mineração. “É uma informação importante para ordenar como serão exploradas as riquezas”, explicou o diretor do Censipam.

O projeto Cartografia da Amazônia tem como executores a Marinha, o Exército, a Aeronáutica e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O orçamento total é de R$ 350 milhões.

 

Projetos ambientais na Amazônia são usadas pela Fifa para neutralizar carbono da Copa

Projetos evitam desmatamento da Floresta Amazônica e fornecem energia limpa a uma cidade inteira

Portal Amazônia

Projeto Purus é executado no Acre. Foto: Reprodução/Fifa

MANAUS – Acre, Tocantins e Amazonas são os estados da Amazônia que abrigam três projetos ambientais que vão receber apoio da Federação Internacional de Futebol (Fifa, na sigla em inglês). Os projetos integram o portfólio de iniciativas de baixo carbono no Brasil, que foram selecionados pela entidade para neutralizar a emissão de carbono durante a operacionalização da Copa do Mundo de Futebol.

A execução da Copa que terá o carbono neutralizado inclui viagens e acomodações de todos os funcionários, oficiais, equipes, voluntários e convidados, assim como emissões resultantes dos locais de eventos, estádios, escritórios e reprodução televisiva.

Compradores de ingressos de todo o mundo foram convidados a compensar gratuitamente as emissões resultantes de sua viagem ao torneio, independentemente do lugar de onde estejam partindo, e a entrar em um sorteio para ganhar dois ingressos para a final da Copa, incluindo viagem e acomodação. Mais de 17 mil portadores de ingressos cadastraram-se em pouco mais de cinco dias, registrando 40.880 viagens de ida e volta para a Copa do Mundo de Futebol. Como resultado, a Fifa deve compensar 80 mil toneladas adicionais de CO2 (dióxido de carbono) e convidar o vencedor do concurso e um companheiro de sua escolha para a final da Copa, em 13 de julho.

Os projetos de baixo carbono foram selecionados juntamente com o programa de gestão de carbono sem fins lucrativos BP Target Neutral. Todos os projetos passaram por um rigoroso processo de licitação e cumprem os padrões definidos pela International Carbon Reduction and Offsetting Alliance (Icroa), e a seleção final foi realizada por um painel independente de ONGs ambientais. Além de impactos ambientais positivos, os projetos também oferecem benefícios sociais e econômicos para muitas comunidades brasileiras locais, como é o caso da iniciativa executada no Acre, o projeto Purus, cujo trabalho é para evitar desmatamento de 35 mil hectares de floresta nativa.

Trabalhando com comunidades que vivem às margens do rio Purus, o projeto concede os mesmas direitos legais sobre a terra que ocupam, em troca da cooperação para evitar desmatamentos futuros. O projeto também oferece cursos de agricultura sustentável para apoiar geração de renda e aumentar o nível de conscientização sobre o desmatamento. Dois por cento das receitas ligadas a carbono provenientes do projeto serão doados para o Instituto Chico Mendes, para promover a conscientização sobre a preservação da Amazônia.

Outra iniciativa que foi escolhida é o projeto Cerâmica, composto por quatro projetos individuais no Rio de Janeiro, Tocantins, Alagoas e Pernambuco. O objetivo principal desses projetos é reduzir a pressão sobre
as florestas nativas, substituindo a madeira nativa, utilizada como fonte de energia nos fornos das fábricas de cerâmica, por uma mistura de resíduos de madeira proveniente de plantações renováveis estabelecidas para tais fins. O projeto contribui, ainda, com diversas causas sociais locais, incluindo programas de saúde para crianças com câncer, um centro de reabilitação para usuários de drogas e um time de futebol feminino, que representou o estado de Tocantins em um campeonato nacional.

No interior do Amazonas, a cidade de Itacoatiara fornece energia limpa aos aproximadamente 80 mil habitantes. Graças ao projeto, a população local tem acesso a uma energia de baixo custo e com fornecimento mais estável (menos falhas e perdas de transporte). A usina produz até 56 mil MWh de eletricidade por ano, evitando o consumo de 5 milhıes de litros de diesel. As 100 mil toneladas de resíduos de madeira e serragem necessárias para a produção de eletricidade são obtidas de uma serraria que opera em conformidade com as diretrizes FSC.

Porto Velho é selecionada para desenvolver projetos de sustentabilidade

Iniciativa é da Câmara Brasileira da Indústria da Construção. Meta é projetar uma cidade ecologicamente correta

PORTO VELHO – Porto Velho e mais três cidades do País estão entre as selecionadas para desenvolver o projeto piloto do Programa Cidades Sustentáveis. O lançamento da iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ocorreu na noite da terça-feira (3) e tem o apoio da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) e do Sindicato da Industria da Construção Civil e do Mobiliário de Porto Velho (Sinduscon/PVH). Além de Porto Velho, foram contempladas com projeto as cidades de Goiânia (GO), São Gonçalo do Amarante (CE) e Joinville (SC).

Porto Velho é selecionada para se transformar em cidade sustentável

De acordo com o presidente do Sistema Fiero e do Sinduscon/PVH Denis Baú, o projeto busca aplicar boas práticas de gestores que junto a sociedade civil trabalham em prol de cidades sustentáveis. ”Um equipe técnica da CBIC está vindo para Porto Velho mostrar para a nossa população de que forma nós temos que nos reunir para projetar o que nós queremos de Porto Velho em 2034”, explica.

Um planejamento que, segundo Denis Baú, deve incluir parques, organização das avenidas, interferência no trânsito como os viadutos, construção de ciclovias, entre outras questões. O presidente da Fiero fala também do papel do projeto em envolver a participação de toda a sociedade. ” A importância é a sociedade civil através de suas entidades entender que o planejamento está na mão dessas pessoas”, afirma.

O projeto Cidades Sustentáveis provoca uma nova forma de olhar a cidade. ” O povo cobra da Prefeitura, dos vereadores aquilo que eles deixaram de fazer ontem e nós não estamos queremos discutir isso. Queremos discutir quem é que vai pensar em Porto Velho no ano de 2034, quais as ações que nós temos que fazer hoje para chegar em 2034 e alcançar esse planejamento”, considera Baú.

Planejamento

A iniciativa lançada em Porto Velho tem como meta planejar a cidade para daqui a 20 anos. ”Cabe a todas as entidades, as ONG’s, todos que são apaixonados pela cidade começarem a pensar não nós problemas que temos agora, mas sim pensar qual é a Porto Velho que queremos em 2034”, destaca.

Porto Velho é selecionada para se transformar em cidade sustentável

Porto Velho é a única cidade da Amazônia escolhida para desenvolver o projeto piloto Cidades Sustentáveis, o que aumenta a responsabilidade em conseguir bons resultados. ‘Temos uma responsabilidade de elaborar uma forma de desenvolvimento que pode servir de modelo para os outros municípios brasileiros”, afirma Denis Baú.

Durante o evento foram apresentadas experiências de cidades que se tornarão exemplos de qualidade de vida. A exemplo de Maringá, no Paraná, considerada um expoente em qualidade de vida no País. O ex-prefeito do município e coordenador da iniciativa da CBIC, Sílvio de Barros, acredita que o projeto pode ser aplicado em toda cidade que exista pessoas comprometidas com o local onde vivem.

Porto Velho é selecionada para se transformar em cidade sustentável

O ex-prefeito explica de que forma a sustentabilidade foi inserida no cotidiano de Maringá. ”Começou em 1996 e desde aquela ocasião os projetos estratégicos para o futuro da cidade foram, digamos assim, vacinados contra a descontinuidade política. Como é um projeto da sociedade, nenhum prefeito tem a coragem de dizer que não vai contribuir”,conta Barros.

Porto Velho é selecionada para se transformar em cidade sustentável

Barros avalia que o projeto pode ser um sucesso em Porto Velho. ”A cidade tem uma oportunidade. A construção das usinas oferece a Porto Velho uma oportunidade de recursos dos royalties, de participar de um processo de desenvolvimento. Se isso não for aproveitado vai se transformar em um problema social grave, mas se for aproveitado pode turbinar essa cidade e transformá-la em melhores lugares do Brasil”, considera o ex-prefeito de Maringá.

Desafios

O secretário municipal de planejamento, Jorge Elerrat, ressaltou a importância da troca de experiências entre os municípios. ”Com isso nós podemos enriquecer todas as análises futuras que nós fazemos em relação a Porto Velho, principalmente considerando que nós estamos em um período de reconstrução da cidade em virtude da cheia histórica do rio Madeira”, disse Elerrat.

Para o secretário alguns pontos principais precisam ser trabalhados para tornar Porto Velho uma cidade sustentável. ” O primeiro desafio é resolver a questão fundiária que é o mais grave problema. O desarranjo em relação a ocupação desordenada criou uma série de espaços ilegais e uma forma irresponsável no trato do meio ambiente. Após isso há a necessidade da reestruturação da cidade em termos da qualidade de vida, nas edificações, nos espaços públicos, novos serviços”, considera o secretário.

Porto Velho é selecionada para se transformar em cidade sustentável

Com a apresentação do projeto, o presidente da Fiero explica como vai funcionar a próxima etapa. ”Se as pessoas que foram convidadas pela CBIC e pela Fiero entenderem que devemos discutir isso nós vamos para o segundo passo que é formar um grupo de trabalho que vai pensar o que nós queremos que Porto Velho tenha daqui a 20 anos e quais são as ações do Poder Público, da sociedade civil e de todos os participantes vão incrementar”, conta Baú.

*Com informações do Amazon Sat

 

Arena da Participação Social reúne ‘agentes da mudança’ em Brasília

Discursos na abertura do evento destacaram projetos inovadores e o crescimento dos protestos pelo País

arena
BRASÍLIA
 – Nos cantos mais remotos do Brasil, eles constroem uma verdadeira teia, uma rede de sustentabilidade social. Esta é a descrição dada por Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, aos integrantes de centenas de projetos que ajudam o Brasil a avançar nas conquistas dos Objetivos do Milênio. Ele discursou na noite desta quarta-feira (21) na abertura da Arena da Participação Social, evento que reúne representantes da sociedade civil, gestores públicos, especialistas e convidados internacionais. 

A noite começou com homenagens a empresas que ajudam a financiar parte das ações voltadas à melhoria da qualidade de vida de moradores de regiões como a Amazônia. Entre elas estavam as estatais Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobras e Petrobras, que receberam placas comemorativas. O secretário nacional de Relações Político-Sociais e coordenador do Prêmio ODM Brasil, Wagner Caetano, também foi homenageado. 

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Uma das participantes da abertura foi Beatriz Barbosa, do Coletivo Intervozes. Aplaudida de pé diversas vezes durante sua fala, ela defendeu a construção cotidiana de políticas públicas com a ajuda da sociedade civil. “A participação social não pode depender do apreço de governantes. Este [o evento] é um espaço para saudar o que conquistamos, mas também para construir novas alianças. ainda temos muito chão pela frente”, disse.

Sobre a participação social que dá nome ao evento, um dos pontos recorrentes nos discursos foi o crescimento de protestos populares no Brasil. Beatriz mostrou preocupação com a possível criminalização desse tipo de manifestação. “Iria contra o direito de expressão˜, declarou. O ministro Gilberto Carvalho também lembrou a ida da população às ruas e redes sociais como o reaparecimento de um “palco de importantes mudanças”. “Arenas como essa são fundamentais para sabermos quais práticas devemos adotar e adotar a participação social como método de governo”, disse.

A Arena da Participação Social segue até sexta-feira, em Brasília. No dia 23 de maio, às 10 horas, será realizada a cerimônia de entrega da 5ª edição do Prêmio ODM Brasil, que reconhece as melhores práticas de gestão municipal e de organizações da sociedade civil que contribuem para o alcance das Metas do Milênio, a melhoria da qualidade de vida da população e as transformações sociais do país. Nesta edição, o Prêmio ODM Brasil recebeu 1.090 práticas inscritas – sendo 804 de organizações e 286 de prefeituras.

Os 30 premiados foram escolhidos por um júri de especialistas, com base nos seguintes critérios: contribuição para o alcance dos ODM; caráter inovador; possibilidade de tornar-se referência para outras ações similares; perspectiva de continuidade ou replicabilidade; integração com outras políticas; participação da comunidade; existência de parcerias; e manutenção da qualidade nos serviços prestados.

Na 5ª edição foram realizados seminários em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, além de seminários regionais, com o objetivo de estimular gestores públicos, organizações sociais e a população em geral a desenvolver e inscrever projetos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, disseminar a política de municipalização dos ODM e divulgar a 5ª edição do Prêmio ODM Brasil.

Os 8 Objetivos do Milênio foram assinados em setembro de 2000, por representantes de 191 Estados Membros da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo 147 Chefes de Estado. Intitulado de Declaração do Milênio, considerado o mais importante compromisso internacional em favor do desenvolvimento e da eliminação da pobreza e da fome no mundo. Os oito ODM definidos pelas Nações Unidas, a serem alcançados até 2015, referem-se ao combate à pobreza e à fome, e à promoção da educação, da igualdade de gênero e de políticas de saúde, saneamento, habitação e meio ambiente.