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Dilma entregará taça no Maracanã; Aécio desiste do Mineirão

Correio do Brasil, de Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro

Dilma Rousseff

A presidenta Dilma Rousseff não se intimidou com as vaias no estádio paulista do Itaquerão e aceitou, com um sorriso no rosto, a missão de entregar a taça ao campeão do mundo no Maracanã. Seja qual for a seleção que ficará com o troféu, no dia 13 de julho. Caberá a ela a tarefa de entregar a taça da Fifa ao capitão da equipe campeã do mundo, segundo o secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, autor do convite à mandatária brasileira nesta sexta-feira.

A Fifa chegou a anunciar que a taça seria entregue pelo ex-capitão da seleção espanhola Puyol. Em seguida, rumores deram conta de que a entrega seria feita pela modelo brasileira Gisele Bundchen. Em entrevista coletiva, nesta manhã, no entanto, Valcke esclareceu que ambos levarão a taça até o estádio, mas será Dilma quem irá passá-la às mãos dos vencedores. Isso mantém a tradição já cumprida em outros países que sediaram o evento, com o primeiro mandatário entregando o troféu.

Na abertura da Copa, em São Paulo, no estádio do Itaquerão, a presidente foi ofendida por um coro que se iniciou no setor VIP da arena. A previsão é a de que Dilma não vá aos estádios assistir nenhuma outra partida do Mundial, mas já é certo que ela será uma das estrelas da partida final. Ao lado dela já tem presença confirmada 22 chefes de Estado.

Copa das copas

A presidenta Dilma Rousseff disse, na véspera, em São Paulo, que a Copa do Mundo ora jogada no Brasil deve ser motivo de orgulho, devido à forma como está sendo organizada. Em uma referência ao “padrão Fifa”, foco de protestos que criticavam que a educação e a saúde também deveriam ter esse padrão, e não somente os estádios, a presidenta disse que o Mundial está sendo feito no “padrão Brasil”.

– A Copa tem que ser um orgulho para nós, porque o Brasil e o povo brasileiro estão demonstrando que somos capazes, fora do campo e dentro do campo, de fazer uma Copa como se deve fazer, no padrão Brasil – afirmou, durante cerimônia de anúncio de investimentos de mobilidade urbana para a Baixada Santista.

Segundo a presidenta, o brasileiro tem a característica de abraçar as pessoas, e por isso está recebendo todos os turistas de braços abertos. Ela disse que o evento esportivo tem se transformado em uma Copa da Celac, que é a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, já que várias seleções do continente têm se classificado para a próxima fase.

– Isso sem desfazer dos demais países, porque nós somos os que recebem, e os que recebem têm de receber todos com esse calor que o povo brasileiro é capaz, com essa gentileza, com essa capacidade de procurar a pessoa para ajudar em qualquer circunstância – pontuou.

No Minerão

Já o principal adversário político da presidenta Dilma, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato tucano ao Palácio do Planalto, desistiu de comparecer ao jogo entre Brasil x Chile, no Minerão, principal estádio da capital mineira, onde a torcida, durante uma de suas visitas ao estádio para assistir a uma partida de futebol, o comparou ao ex-atacante argentino Diego Maradona, em uma referência ao consumo de cocaína. Aécio havia demonstrado desejo de assistir ao jogo, mas voltou atrás nesta manhã.

Ao se referir sobre o risco de vaias, após episódio de xingamento da presidente Dilma Rousseff na abertura da Copa no Itaquerão, Aécio preferiu não se lembrar do episódio em que foi comparado ao antigo craque portenho:

– Até agora sempre fui muito aplaudido.

Aécio justificou sua ausência por ter sido convidado à convenção do PSDB em Goiás.