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Dedé marca, Cruzeiro vence de forma heroica e avança na Copa Libertadores

Raposa bate o Cerro e agora vai encarar o San Lorenze

EFE

Paraguai – Com requintes de sofrimento, fazendo o primeiro gol quando jogava com um a menos, o Cruzeiro venceu o Cerro Porteño por 2 a 0 nesta quarta-feira no Estádio General Pablo Rojas, em Assunção, e se classificou para as quartas de final da Copa Libertadores. Como o primeiro jogo, em Belo Horizonte, há 15 dias, terminou empatado em 1 a 1, a Raposa precisava da vitória ou de um empate em dois ou mais gols. Embalado pela torcida, o Cerro ia caminhando para a conquista da vaga e jogava com um a mais depois da expulsão de Bruno Rodrigo, mas Dedé marcou de cabeça e recolocou a equipe mineira no trilho das quartas. Instantes antes do apito final, Dagoberto marcou o segundo.

Dedé brilhou e ajudou o Cruzeiro a avançar na Copa Libertadores

Foto:  Efe

Na próxima fase, o Cruzeiro terá pela frente o San Lorenzo, que também na noite desta quarta perdeu por 1 a 0 para o Grêmio no tempo normal, mas obteve a classificação nos pênaltis. A primeira partida acontecerá em Buenos Aires, com data ainda a ser definida pela Conmebol.

Marcelo Oliveira teve duas dúvidas para montar o time, o meia-atacante Ricardo Goulart e o atacante Dagoberto, que nesta semana se recuperaram de contusão. O primeiro foi titular, enquanto o segundo mais uma vez deu lugar a Willian, entrando apenas no segundo tempo. No Cerro, Francisco Arce escalou os mesmos titulares do primeiro jogo.

Embora fosse o Cruzeiro quem precisava de um gol, foi a equipe da casa que atacou mais nos primeiros instantes de bola rolando. Logo aos dois minutos, Oscar Romero passou pela marcação pela esquerda e levantou na cabeça de Güiza, que arrematou por cima da meta. Aos nove minutos, foi a vez de Angel Romero deixar um defensor para trás, dando um belo drible em Dedé, e servir um companheiro. Corujo dominou, ajeitou e chutou para linda defesa de Fábio. O Cerro colocava em prática com maestria a máxima “a melhor defesa é o ataque” e mantinha o Cruzeiro acuado na defesa. A situação poderia ter ficado melhor ainda aos 17, mas a trave salvou o atual campeão brasileiro. Bonet cruzou da direita, Angel Romero emendou de primeira e viu a bola explodir no travessão.

Os irmãos gêmeos estavam endiabrados e eram parados apenas com falta. Aos 26 minutos, Oscar recebeu na esquerda e passou por Ceará, mas errou na hora de cruzar para Angel. Com pouco espaço e tendo menos a bola, a Raposa enfim deu o ar da graça no ataque aos 33. Henrique rolou na entrada da área até Éverton Ribeiro, que chutou com força e tirou tinta da trave direita. A jogada ajudou o Cruzeiro a se soltar um pouco mais, mas a defesa do Cerro não permitia que a equipe mineira criasse muito. Éverton Ribeiro cruzou, Willian pegou o rebote e tentou duas vezes, mas em ambas foi bloqueado, aos 44.

O Cruzeiro voltou do vestiário mais presente na frente e tentando pressionar, mas com pouca efetividade. Foi a equipe paraguaia que deu trabalho, aos oito minutos, em chute de primeira de Güiza de fora da área. Fábio pegou firmemente. Uma finalização perigosa foi acontecer apenas cinco minutos depois. Éverton Ribeiro encontrou Júlio Baptista dentro da área, o centroavante bateu rasteiro com força e Fernández, seguramente, não deu rebote. Pouco depois, ‘La Bestia’ foi substituído por Borges, e Dagoberto entrou na vaga de Willian.

O tempo era inimigo da Raposa, que era obrigada a se expor a contra-ataques do time anfitrião. Num deles, aos 23, Güiza foi acionado com espaço na direita da área e superou Fábio batendo cruzado, mas a bola foi para fora. A noite estava realmente difícil para o Cruzeiro, e prova disso foi dada por Dagoberto, aos 31. Dedé curtiu uma de meia e adiantou para o atacante, que chutou de primeira e isolou, numa jogada que normalmente ele acerta o alvo. Para piorar, um minuto depois, Bruno Rodrigo, que já tinha cartão amarelo, chegou atrasado em Beltran, cometeu a falta e foi expulso. Mas se um zagueiro comprometeu, o outro salvou a pele do companheiro de defesa e de todo o time na jogada aérea. Éverton Ribeiro fez um cruzamento para Dedé, que subiu e acertou uma bela cabeçada para fazer 1 a 0.

Como as duas substituições feitas por Arce até então foram para recuar, a equipe da casa teve dificuldades para ir em busca da igualdade que levaria aos pênaltis. Na Raposa, Marcelo Oliveira sacou Borges para recompor a zaga com Léo. A sorte acabou de virar aos 39, e nem a panela de pressão em que o estádio, apelidado de Olla (Panela) Azulgrana, é transformado pela torcida salvou os anfitriões. O experiente Corujo acertou um pontapé proposital em Dagoberto na meia esquerda e viu o vermelho direitamente. Güiza, que havia sido substituído, também foi expulso já sentado no banco. Agora era o time visitante que contra-atacava, o segundo quase saiu aos 44. Éverton Ribeiro acelerou, limpou a marcação e ficou de frente para Fernández, mas bateu sem força. O último suspiro dos paraguaios foi dado aos 47, em finalização cruzada de Gamarra beneficiando-se de um buraco deixado por Samudio, que saiu com câimbras. O gol não saiu, e o campeão brasileiro ainda fez mais um logo na sequência, com Dagoberto, que partiu livre e tocou na saída de Fernández, que aceitou.