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Projetos ambientais na Amazônia são usadas pela Fifa para neutralizar carbono da Copa

Projetos evitam desmatamento da Floresta Amazônica e fornecem energia limpa a uma cidade inteira

Portal Amazônia

Projeto Purus é executado no Acre. Foto: Reprodução/Fifa

MANAUS – Acre, Tocantins e Amazonas são os estados da Amazônia que abrigam três projetos ambientais que vão receber apoio da Federação Internacional de Futebol (Fifa, na sigla em inglês). Os projetos integram o portfólio de iniciativas de baixo carbono no Brasil, que foram selecionados pela entidade para neutralizar a emissão de carbono durante a operacionalização da Copa do Mundo de Futebol.

A execução da Copa que terá o carbono neutralizado inclui viagens e acomodações de todos os funcionários, oficiais, equipes, voluntários e convidados, assim como emissões resultantes dos locais de eventos, estádios, escritórios e reprodução televisiva.

Compradores de ingressos de todo o mundo foram convidados a compensar gratuitamente as emissões resultantes de sua viagem ao torneio, independentemente do lugar de onde estejam partindo, e a entrar em um sorteio para ganhar dois ingressos para a final da Copa, incluindo viagem e acomodação. Mais de 17 mil portadores de ingressos cadastraram-se em pouco mais de cinco dias, registrando 40.880 viagens de ida e volta para a Copa do Mundo de Futebol. Como resultado, a Fifa deve compensar 80 mil toneladas adicionais de CO2 (dióxido de carbono) e convidar o vencedor do concurso e um companheiro de sua escolha para a final da Copa, em 13 de julho.

Os projetos de baixo carbono foram selecionados juntamente com o programa de gestão de carbono sem fins lucrativos BP Target Neutral. Todos os projetos passaram por um rigoroso processo de licitação e cumprem os padrões definidos pela International Carbon Reduction and Offsetting Alliance (Icroa), e a seleção final foi realizada por um painel independente de ONGs ambientais. Além de impactos ambientais positivos, os projetos também oferecem benefícios sociais e econômicos para muitas comunidades brasileiras locais, como é o caso da iniciativa executada no Acre, o projeto Purus, cujo trabalho é para evitar desmatamento de 35 mil hectares de floresta nativa.

Trabalhando com comunidades que vivem às margens do rio Purus, o projeto concede os mesmas direitos legais sobre a terra que ocupam, em troca da cooperação para evitar desmatamentos futuros. O projeto também oferece cursos de agricultura sustentável para apoiar geração de renda e aumentar o nível de conscientização sobre o desmatamento. Dois por cento das receitas ligadas a carbono provenientes do projeto serão doados para o Instituto Chico Mendes, para promover a conscientização sobre a preservação da Amazônia.

Outra iniciativa que foi escolhida é o projeto Cerâmica, composto por quatro projetos individuais no Rio de Janeiro, Tocantins, Alagoas e Pernambuco. O objetivo principal desses projetos é reduzir a pressão sobre
as florestas nativas, substituindo a madeira nativa, utilizada como fonte de energia nos fornos das fábricas de cerâmica, por uma mistura de resíduos de madeira proveniente de plantações renováveis estabelecidas para tais fins. O projeto contribui, ainda, com diversas causas sociais locais, incluindo programas de saúde para crianças com câncer, um centro de reabilitação para usuários de drogas e um time de futebol feminino, que representou o estado de Tocantins em um campeonato nacional.

No interior do Amazonas, a cidade de Itacoatiara fornece energia limpa aos aproximadamente 80 mil habitantes. Graças ao projeto, a população local tem acesso a uma energia de baixo custo e com fornecimento mais estável (menos falhas e perdas de transporte). A usina produz até 56 mil MWh de eletricidade por ano, evitando o consumo de 5 milhıes de litros de diesel. As 100 mil toneladas de resíduos de madeira e serragem necessárias para a produção de eletricidade são obtidas de uma serraria que opera em conformidade com as diretrizes FSC.

Tocantins desenvolve visualizador 3D para trabalhos científicos

O projeto tem um scanner para aumentar o número de insetos catalogados entre o Cerrado e a Amazônia

Visualizador de moscas permite monitoramento

PALMAS – Um software destinado à criação de uma biblioteca virtual de insetos em 3D. Alunos do curso de Ciência da Computação da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) desenvolveram o projeto Visualizador 3D, destinado à Exploração Cientifica de Objetos Virtuais.

No momento, o projeto desenvolve um scanner para aumentar o número de insetos catalogados em imagens digitalizadas. “A grande vantagem do scanner é a possibilidade de ampliar os tipos de insetos, inclusive, os que só existem na região de transição entre Cerrado e Amazônia como é o caso do Tocantins”, pontua o coordenador.

Segundo o professor e coordenador do projeto, Silvano Malfatti, quando associado ao ensino, o uso de ambientes 3D interativos ameniza algumas limitações existentes em livros, já que permite que o aluno possa alterar a perspectiva de estudo.

Para o acadêmico Filipe Medina Culau, que cursa o 5º período do curso de Engenharia Agronômica, o visualizador permite estudar a teoria de forma diferente e mais interessante. “Com as imagens em 3D é possível examinar insetos que no dia a dia não temos a oportunidade de encontrar no campo. Isso traz um diferencial para a sala de aula”, considera.

O projeto teve um experimento piloto em 2013 e, a partir do segundo semestre deste ano, será concluído e implantado como ferramenta de aprendizagem acadêmica.

Para a professora Roberta Zani, responsável pela disciplina de Entomologia, a utilização de novas tecnologias na sala de aula é interessante para a produção de materiais didáticos em tempo real e de forma personalizada. “O visualizador 3D de insetos é uma excelente ferramenta para o processo de aprendizagem, pois os alunos podem fazer alterações e conhecer os insetos por diversos ângulos, além do retorno imediato que o professor recebe quanto ao nível de compreensão e aprendizagem”, disse Roberta.

 

Amazônia é tema de encontro em Tocantins

Raimundo do Nascimento e Belisário dos Santos Arce palestram sobre saúde, fitoterapia e a Amazônia sustentável

PALMAS – A capital do Tocantins realiza nesta terça-feira (3) uma reunião com o tema ‘Amazônia, Meio Ambiente e Perspectivas’. O encontro contará com palestra do professor e pesquisador do Amazonas, Drº Raimundo Santos do Nascimento sobre “Meio Ambiente, Saúde e Fitoterapia”. Já o economista Belisário dos Santos Arce, falará sobre “Pan-Amazonismo como instrumento para construção de uma Amazônia sustentável, solidária e forte”. O encontro acontece no Auditório do Senar, às 13h30.

O secretário de Estado do Meio Ambiente, José Lacerda, destacou a importância da participação dos diversos segmentos da sociedade. “É importante a participação dos vários segmentos representativos da sociedade nas discussões e ações com relação às novas perspectivas no campo da ciência, no desenvolvimento da produção de medicamentos fitoterápicos e no aproveitamento sustentável dos recursos naturais da Amazônia”, elencou.

O professor Raimundo do Nascimento é doutor e mestre em Química pelo Instituto Militar de Engenharia, professor titular aposentado da Universidade Federal do Amazonas e atua em pesquisas sobre produção fitoterápica para pessoas com câncer, produção de biocombustíveis,frutas da Amazônia, águas subterrâneas, entre outras pesquisas.

Nascimento considera que o investimento pelo Brasil no setor de fitoterápicos colocaria o País à frente dos Estad0s Unidos, França e Alemanha. O professor é reconhecido mundialmente por pesquisas sobre meio ambiente e pelo tratamento e cura de vários tipos de câncer à base de fitoterápicos.

Já o professor Belisário Arce é natural de Manaus, Mestre em Relações Internacionais pela Aoyama Gakuin University, de Tóquio, e graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), tem atuado profissionalmente na área de relações internacionais, especialmente em temáticas relacionadas ao desenvolvimento sustentável e integração da Pan-Amazônia.

Atualmente Belisário Arce preside a Associação Panamazônica, que discute soluções para superar desafios do desenvolvimento sustentável nos países da Amazônia Continental.

Programação:

3 de junho de 2014

Local : SENAR – Auditório Ernesto Antonio D Salvo-
Rua Engº Drº Edgar Prado Arze, em frente à FAMATO
Centro Político Administrativo – Cuiabá- MT

Organização do evento: Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (Sema)

Programação:
13h30 – Abertura

14h – Palestra do Profº Drº Raimundo Santos do Nascimento – tema “Meio Ambiente, Saúde e Fitoterapia”.
15h- Debate

16h – Palestra do Prof. Ms. Belisário dos Santos Arce- tema “ Pan-Amazonismo como instrumento para construção de uma Amazônia sustentável, solidária e forte”.
17h – Debate

18h – Encerramento

 

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PALMAS – A capital do Tocantins realiza nesta terça-feira (3) uma reunião com o tema ‘Amazônia, Meio Ambiente e Perspectivas’. O encontro contará com palestra do professor e pesquisador do Amazonas, Drº Raimundo Santos do Nascimento sobre “Meio Ambiente, Saúde e Fitoterapia”. Já o economista Belisário dos Santos Arce, falará sobre “Pan-Amazonismo como instrumento para construção de uma Amazônia sustentável, solidária e forte”. O encontro acontece no Auditório do Senar, às 13h30.

O secretário de Estado do Meio Ambiente, José Lacerda, destacou a importância da participação dos diversos segmentos da sociedade. “É importante a participação dos vários segmentos representativos da sociedade nas discussões e ações com relação às novas perspectivas no campo da ciência, no desenvolvimento da produção de medicamentos fitoterápicos e no aproveitamento sustentável dos recursos naturais da Amazônia”, elencou.

O professor Raimundo do Nascimento é doutor e mestre em Química pelo Instituto Militar de Engenharia, professor titular aposentado da Universidade Federal do Amazonas e atua em pesquisas sobre produção fitoterápica para pessoas com câncer, produção de biocombustíveis,frutas da Amazônia, águas subterrâneas, entre outras pesquisas.

Nascimento considera que o investimento pelo Brasil no setor de fitoterápicos colocaria o País à frente dos Estad0s Unidos, França e Alemanha. O professor é reconhecido mundialmente por pesquisas sobre meio ambiente e pelo tratamento e cura de vários tipos de câncer à base de fitoterápicos.

Já o professor Belisário Arce é natural de Manaus, Mestre em Relações Internacionais pela Aoyama Gakuin University, de Tóquio, e graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), tem atuado profissionalmente na área de relações internacionais, especialmente em temáticas relacionadas ao desenvolvimento sustentável e integração da Pan-Amazônia.

Atualmente Belisário Arce preside a Associação Panamazônica, que discute soluções para superar desafios do desenvolvimento sustentável nos países da Amazônia Continental.

Programação:

3 de junho de 2014

Local : SENAR – Auditório Ernesto Antonio D Salvo-
Rua Engº Drº Edgar Prado Arze, em frente à FAMATO
Centro Político Administrativo – Cuiabá- MT

Organização do evento: Secretaria de Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (Sema)

Programação:
13h30 – Abertura

14h – Palestra do Profº Drº Raimundo Santos do Nascimento – tema “Meio Ambiente, Saúde e Fitoterapia”.
15h- Debate

16h – Palestra do Prof. Ms. Belisário dos Santos Arce- tema “ Pan-Amazonismo como instrumento para construção de uma Amazônia sustentável, solidária e forte”.
17h – Debate

18h – Encerramento

 

Tocantins exporta mais de US$ 171 milhões no setor de agronegócio

A soja lidera o ranking de produtos vendidos para outros países com 194.256 toneladas

PALMAS – O agronegócio continua liderando a pauta de exportações do Tocantins na Balança Comercial. No primeiro quadrimestre de 2014, foram vendidos para outros países 212.610 toneladas de produtos, movimentando US$ 171.655.831,00. O número representa um crescimento de 1,80% em relação ao primeiro quadrimestre de 2013, quando foram comercializados US$ 168 milhões.

A balança comercial tocantinense continua positiva já que as importações registraram US$ 133 milhões, resultando em um superávit de US$ 38 milhões, enquanto que o Brasil registrou um déficit 9,39%. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

soja lidera o o ranking de produtos vendidos para outros países com 194.256 toneladas, gerando uma movimentação de US$ 95.514.539,00. Já a carne e seus produtos e subprodutos ficam em segundo lugar com a exportação de 18.296 toneladas e uma movimentação de US$ 75.211.961,00. O relatório mostrou que as principais empresas exportadoras do Tocantins são: Minerva S.A, Bunge Alimentos S/A, Cooperativa dos Produtores de Carne e Derivados, ABC Indústria e Comércio S/A e Cargill Agrícola S.A.

De acordo com os dados da Secex, o município tocantinense que mais gerou receita foi Araguaína com US$ 40.455.966,00 movimentados, com a exportação de 9.019 toneladas de carnes, produtos e subprodutos. O boi araguainense segue para países como Venezuela, que adquiriu 24,37% do total exportado pelo município. O segundo país é o Egito com 18,74% e o Irã com 18,50%. Um dos destaques da exportação do município foi para a comercialização realizada para o país vizinho, Venezuela, que chegou a US$ 9.857,821, um aumento de 352,43% se comparado com o mesmo período de 2013, quando foram vendidos US$ 2.178.849.

O município de Campos Lindos gerou US$ 40.067.342,00, com a comercialização de 81.970 toneladas de soja. Foto: Madson Maranhão/Seagro

Já o segundo município com maior volume de receita foi Campos Lindos com US$ 40.067.342,00, com a comercialização de 81.970 toneladas de soja. O grão foi enviado neste primeiro quadrimestre de 2014 para China que comprou US$ 24.313.162, ou seja, 60,68% do total exportado pelo município localizado no Sudeste do Estado. A Espanha comprou US$ 14.414.272 em produtos, ou seja, 35,98% e a Tailândia US$ 1.339.908, correspondendo a 3,34% do total.

Segundo o secretário da Agricultura e Pecuária, Júnior Marzola, os resultados da balança comercial apresentados pela Secex são considerados muito positivos, sobretudo porque o número de empresas exportadoras aumentou. “Os curtumes tinham reduzido a comercialização do couro que agora retornou e isso é muito bom. No geral, o Tocantins conseguiu manter o crescimento das exportações, enquanto o Brasil registrou um déficit de 9,39%”, explicou, acrescentando que as expectativas são positivas para os próximos meses quando aumentará a comercialização de soja no Tocantins.

O engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura e Pecuária, Corombert Leão, também comenta que foi notado que o volume dos produtos vendidos praticamente se manteve, mas os preços aumentaram. “O valor do quilo da carne desossada congelada, por exemplo, aumentou de US$ 4,11 em 2013 para US$ 4,28 em 2014, um aumento de 4%. Já a carne resfriada teve um aumento de 5,6%, subindo de US$ 5,04 em 2013 para US$ 5,28 em 2014”, enfatizou, explicando que isso significa que mais dinheiro ficou no Estado para ser investido no setor no beneficiamento de produtos. – See more at:

 

Aldeias indígenas de Tocantins ganham hortas comunitárias

Mais de 200 famílias indígenas serão beneficiadas com o cultivo de abóbora, melancia e quiabo

PALMAS – Oito comunidades indígenas serão beneficiadas com a implantação de hortas comunitárias nas aldeias da etnia Xerente, no município de Tocantínia, a 75 km de Palmas. A ação faz parte do Projeto Qualidade na Mesa e visa incentivar a horticultura e contribuir para a melhoria do padrão alimentar das famílias, atuando em especial no combate à desnutrição infantil. O convênio foi firmado entre o Governo do Estado, por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

De acordo com o gerente de Olericultura do Ruraltins, Valdivino Fraga, mais de 200 famílias indígenas serão contempladas com o projeto. “As atividades de implantação das hortas começaram na segunda-feira (26) se prolongando por cerca de 20 dias. Durante o período vamos ministrar um curso sobre olericultura com os responsáveis pela manutenção das hortas, que receberão todas as orientações relacionadas ao manejo e os cuidados necessários com a plantação”, explicou.

mais de 200 famílias indígenas serão contempladas com o projeto. Foto: Ascom/Ruraltins

Ainda de acordo com Fraga, serão cultivadas abóbora, melancia, quiabo, entre outras variedades. Após a implantação das hortas, o Ruraltins prestará assistência técnica e visitas periódicas as aldeias.

A técnica indigenista, Eliane Oliveira, acrescenta que os alimentos a serem produzidos nas hortas foram escolhidos pelos próprios indígenas. “O projeto foi apresentado e discutido com os envolvidos, que fizeram suas escolhas baseadas nos produtos mais consumidos por eles”, frisou a indigenista.

A implantação das hortas nas comunidades está sob o comando da engenheira agrônoma Geane Rodrigues e da engenheira agrícola Lara Neiva. Além delas, participam também técnicos extensionistas do órgão.

 

Municípios de Tocantins têm até junho para solicitar autorização ambiental das praias

Portaria será assinada nesta quarta-feira. Requerimentos necessários serão analisados pelos técnicos do Naturatins

Portaria tem como finalidade preservar o meio ambiente e proporcionar o uso adequado das praias de Tocantins. Foto: Jackson Reis/Adtur-TO

PALMAS – A portaria que determina o prazo para que os municípios apresentem os requerimentos necessários para a autorização ambiental de infraestrutura, saneamento básico, lazer e turismo nos rios e balneários do Estado será assinada nesta quarta-feira (21). Às 10h30, o presidente do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), Stalin Júnior, assinará a portaria com a finalidade de preservar o meio ambiente, estabelecendo medidas preventivas a fim de proporcionar o uso adequado das praias de Tocantins.

Amparados pela Resolução do Coema nº 07, a portaria determina o prazo de até 10 de junho para que os municípios que pretendem estruturar suas praias com as finalidades de lazer e turismo apresentem os requerimentos necessários para que sejam analisados pelos técnicos do Instituto. Vale ressaltar que a liberação de recursos financeiros junto à Agência de Desenvolvimento Turístico (Adtur) para a temporada de praia é necessário que os municípios estejam regulares junto ao órgão ambiental.

A portaria também determina que os municípios que têm suas praias localizadas às margens de rios federais devem estar atentos aos procedimentos, sendo o mesmo realizado em duas etapas: a autorização para instalação das estruturas e a autorização ambiental para funcionamento mediante anuência da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e comprovação da instalação das estruturas nas praias.

 

Mais Médicos atinge meta e leva 132 médicos para o estado do Tocantins; assistência chega a 455 mil pessoas

O GIRASSOL

Estado do Tocantins contará com mais oito profissionais a partir desta semana. Com isso, a iniciativa passa a beneficiar 455 mil tocantinenses. Mais de 3.500 médicos começam suas atividades no país

Mais Médicos atinge meta e leva 132 médicos para o estado do Tocantins; assistência chega a 455 mil pessoas

 


 

O Programa Mais Médicos leva mais oito profissionais para reforçar o atendimento em atenção básica no Tocantins. Com a chegada deste novo grupo, o estado passa a ter 100% da sua demanda atendida pela iniciativa do governo federal, o equivalente a 132 médicos. A atuação desses profissionais impacta na assistência de 455 mil pessoas.

Em todo o país, mais de 3.500 médicos começam suas atividades nos municípios a partir desta semana. Deste total, 238 estão alocados na região Norte. Eles foram aprovados no módulo de avaliação do programa, etapa obrigatória para que recebam o registro profissional provisório e iniciem o atendimento à população. O reforço desse grupo garante o cumprimento da meta estabelecida pelo governo federal de levar 13.235 médicos para a atenção básica, especialmente às regiões mais vulneráveis. Com isso, 100% das vagas apontadas pelos municípios que inicialmente aderiram ao Programa passam a ser atendidas.

“Com esse programa, estamos conseguindo prestar atendimento a uma quantidade muito maior de pessoas, com maior qualidade, tratar o povo com dignidade e com mais respeito. A grande maioria dos brasileiros que estamos atendendo nunca teve contato com uma equipe de saúde da família completa”, ressalta o ministro da Saúde Arthur Chioro.

Mais de 75% dos 13.235 médicos estão alocados em regiões como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade. Em relação à distribuição por região, o Sudeste e o Nordeste concentram o maior número de profissionais, com 4.170 e 4.147 médicos respectivamente. O Sul conta com 2.261, seguido do Norte (1.764) e do Centro-Oeste (893). Outros 305 médicos estão atuando em distritos indígenas.

Desde o início do programa, a presença dos profissionais que estão em atuação em todo o país já traz resultados positivos na assistência à população. Um levantamento do Ministério da Saúde feito em municípios que receberam profissionais do Mais Médicos mostrou que, em novembro de 2013, houve um crescimento de 27,3% no atendimento a pessoas com hipertensão em comparação com o mês de junho do mesmo ano, antes da chegada dos profissionais.

Houve aumento ainda, neste mesmo período, de 14,4% na assistência a pessoas com diabetes, de 13,2% no número de pacientes em acompanhamento e de 10,3% no agendamento de consultas. Nas cidades que contavam com médicos do programa foram realizadas 2,28 milhões de consultas em novembro, 7% mais que o total registrado em junho. O levantamento foi feito em 688 municípios onde atuavam 1.592 médicos.

NOVA OPORTUNIDADE – Com o quinto ciclo, anunciado pelo Ministério da Saúde no dia 1º de abril, o Programa Mais Médicos deverá ultrapassar a marca de 14 mil médicos para a atenção básica de todo o país, superando a meta estabelecida pelo governo federal. Com a atuação desses profissionais, a iniciativa, que já impacta na assistência de 45,6 milhões de pessoas, passa a beneficiar 49 milhões de brasileiros.

A ampliação do número de médicos foi possível a partir da adesão nesta nova etapa, direcionada aos municípios mais vulneráveis do País e que ainda apresentavam equipes de saúde da família sem médicos. Com isso, mais vagas serão preenchidas com médicos do Programa, além dos mais de 13 mil profissionais que já estão participando.

“O governo federal está indo além: superamos 100% da meta com os mais de 13 mil médicos e compreendemos que alguns municípios, muitos deles em situação de vulnerabilidade, ainda poderiam receber médicos. Por isso, abrimos excepcionalmente o quinto e ultimo ciclo, o que possibilitou que mais municípios pudessem participar do programa e receber mais médicos”, destaca o ministro Chioro.

Ainda está em andamento a seleção de médicos para participação no quinto ciclo, mas a previsão é que em junho eles já estejam em atividade nos municípios. Como nas demais etapas do Programa, têm prioridade nas vagas os médicos formados no Brasil, seguidos dos brasileiros com diplomas do exterior e dos estrangeiros. As vagas ociosas serão completadas por médicos da cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde.

Entre os critérios de vulnerabilidade utilizados para pré-selecionar os municípios do quinto ciclo estão ter 20% ou mais da população em situação de extrema pobreza; ter IDHM baixo e muito baixo; com comunidades quilombolas ou assentamentos rurais; e as regiões dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Ribeira; do Semiárido; e as periferias de grandes cidades.

“Com esse reforço, concentrado naquelas cidades de IDH baixo ou muito baixo, vamos chegar a mais de 14 mil médicos. Mais do que profissionais, teremos 14 mil equipes de atenção básica completas, atendendo 49 milhões de brasileiros que não tinham acesso a esse atendimento tão fundamental”, explica o ministro.

O PROGRAMA – Lançado em julho de 2013 pela presidenta Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do SUS, com o objetivo de aperfeiçoar a formação de médicos na Atenção Básica, ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país e acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde.

Os profissionais do programa cursam especialização em atenção básica, com acompanhamento de tutores e supervisores. Para participar da iniciativa, eles recebem bolsa formação de R$ 10,4 mil por mês e ajuda de custo pagos pelo Ministério da Saúde. Em contrapartida, os municípios ficam responsáveis por garantir alimentação e moradia aos participantes.

Além da ampliação imediata da assistência em atenção básica, o Mais Médicos prevê ações estruturantes voltadas à expansão e descentralização da formação médica no Brasil. Até 2018, serão criadas 11,4 mil novas vagas de graduação em Medicina e mais de 12 mil novas vagas de residência médica.