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Mais de 75% dos franceses são contra a greve dos ferroviários

O sétimo dia de greve dos ferroviários na França está estampado nas primeiras páginas dos jornais franceses desta terça-feira (17), dia em que a contestada reforma do setor ferroviário começa a ser votada pelo Parlamento. Pesquisa publicada hoje mostra que a greve dos ferroviários é impopular. Os diários analisam a estratégia do primeiro-ministro Manuel Valls para acabar com a paralisação e as consequências do movimento para o governo. A greve dos profissionais do espetáculo também é uma preocupação. 
 

Três em cada quatro franceses são contra a greve dos ferroviários. Esse é o resultado de uma pesquisa publicada hoje (17) pelo Aujourd’hui en France. A sondagem também aponta que uma semana após o início da paralisação, a grande maioria dos entrevistados não entende os motivos do movimento que complica a vida dos usuários. Apenas 34% dos franceses sabem que os grevistas protestam contra a reforma do setor que prevê a fusão das duas estatais que administram a rede ferroviária na França.

Estratégias do governo

Les Echos diz que o primeiro-ministro Manuel Valls tenta separar as greves e adota uma estratégia diferente para cada uma delas. O diário econômico escreve que o governo mostra firmeza diante da greve dos ferroviários, que entra em seu sétimo dia, apesar da impopularidade do movimento e da queda do número de grevistas.

“Essa greve não tem sentido, é inútil e irresponsável”, declarou o premiê ao excluir o adiamento da reforma, informa Les Echos. Resultado: como previsto, o projeto, que visa controlar a imensa dívida do setor, começa a ser debatido hoje pelos deputados. Os grevistas esperam influenciar o debate, acredita o jornal.

Em relação à greve dos profissionais do espetáculo, o governo é mais flexível e promete um gesto para compensar o impacto da reforma do salário-desemprego nos benefícios da categoria, informa Les Echos.

Festivais de verão ameaçados pela greve dos artistas

Le Figaro diz que o governo vai agir em dois tempos. O jornal conservador explica que as mudanças nas regras do seguro-desemprego na França, contestadas pelos profissionais do espetáculo em greve, vão ser validadas. Mas o governo prepara medidas para compensar as perdas dos artistas mais precários, que terão que trabalhar mais tempo antes de ter direito ao salário-desemprego.

Para impedir que grandes festivais, como o de Teatro de Avignon, sejam cancelados como em 2006, o primeiro-ministro propõe um grande debate neste verão entre Estado, patrões e sindicatos para reelaborar completamente o sistema. No entanto, Le Figaro alerta que o governo tem poucas alternativas, principalmente neste momento de economias e cortes orçamentários.

Esquerda em perigo

Libération escreve que a esquerda está em perigo. O jornal diz que o primeiro-ministro e dezenas de deputados socialistas estão em conflito sobre a política econômica do governo. No final de junho, os cerca de 40 socialistas revoltados podem não votar a proposta de orçamento, colocando o governo em dificuldade.

Diante da ameaça, o premiê Manuel Valls partiu para a ofensiva e disse que se os deputados não entrassem na linha social-democrata, a esquerda poderia morrer na França.

Motoristas e cobradores vestem nariz de palhaço em SP

21/05/2014 

São Paulo, 21 – Motoristas e cobradores de ônibus que aderiram a paralisação na manhã desta quarta-feira, 21, vestiram nariz de palhaço no Terminal Lapa, na zona oeste de São Paulo, que está fechado. Alguns, como Gilberto Cardoso, de 45 anos, estão no local desde as 4h da manhã desta terça-feira, 20. “Nenhum representante veio falar conosco. O nosso aumento, sem contar a inflação, é de apenas 2,4%”, disse Cardoso, que há 15 anos trabalha como motorista.

“Há muito tempo é essa palhaçada. Eles prometem um aumento, nós esperamos, mas ele não vem. Sentimos muito pela população, mas a greve é necessária”, disse outro motorista, que preferiu não se identificar.

A vendedora Gisele Amorim, de 26 anos, não sabe se conseguirá chegar à loja onde trabalha em Moema, na zona sul.”Já liguei para a patroa. Vou esperar um pouco e ver como vai ser, senão vou para casa. É uma pena porque sou a única vendedora da loja”, lamentou.

Além dos passageiros, comerciantes dentro do terminal também sofrem com a greve. A dona de um dos quiosques de lanche estima um prejuízo de até R$ 4 mil por causa desta greve. “Não tem passageiros, não tem venda. Quebraram nossas pernas. É uma situação complicada porque eles têm o direito a greve, mas também estamos sendo prejudicados”, disse Rosana Reis, de 33 anos. Segundo ela, o aluguel do ponto de venda é de R$ 6 mil por mês.

Já a auxiliar administrativa Bruna Nascimento, de 19 anos, disse que está desde as 7h no terminal e que deve voltar para a casa. “Vou voltar porque não tem jeito de ir. A empresa está ainda vendo se manda um carro para nos buscar, mas não sei e tenho medo da volta.” Segundo ela, os dois ônibus que passam próximos ao trabalho saem do Terminal Lapa.

Um fiscal que não quis se identificar está no Terminal Lapa para “zelar pelo patrimônio da empresa” Santa Brígida. Ele está com as chaves dos ônibus que não estão acompanhados pelos motoristas e cobradores. “Muitos não aguentaram mais porque estavam aqui desde a madrugada de ontem e foram embora sem rendição. Infelizmente, por não terem ficado com o patrimônio da empresa, devem ser penalizados.”

O fiscal disse que apoia a luta dos motoristas e cobradores e lamenta que o sindicato dos fiscais não faça parte do movimento. “A paralisação é justa e chegou a vez de São Paulo”, declarou.

São Paulo e Rio ficam nas últimas posições de ranking que mede atratividade de cidades

Vista da praia de Ipanema no Rio de Janeiro.

Vista da praia de Ipanema no Rio de Janeiro|REUTERS/Ricardo Moraes
RFI

São Paulo e Rio de Janeiro aparecem na parte inferior no ranking da consultoria Pricewaterhousecoopers que avalia as cidades mais atrativas no mundo. Londres é a campeã.

Londres é a cidade mais atrativa, seguida por Nova York e Cingapura, segundo relatório que avalia 30 cidades. Paris aparece em 6° lugar. O estudo “Cidades de Oportunidade” leva em conta dez indicadores como mobilidade urbana, qualidade e custo de vida, oferta educacional e habitacional e poder econômico.

A consultoria afirma que nenhuma cidade é perfeita, mas as que figuram no topo da lista apresentam “um círculo virtuoso no aspecto social e econômico. Além de grande qualidade de vida e equilíbrio entre [um ambiente] forte para os negócios e infraestrutura sólida”, afirma a Pricewaterhousecoopers .

Brasil na lanterninha

No ranking divulgado nesta terça-feira, São Paulo ocupa o 26° sexto lugar e Rio de Janeiro, 27°. A capital fluminense, aliás, é avaliada pela primeira vez. “Esse é o reconhecimento do seu poder enocômico no Brasil e do seu enorme vigor cultural. O Rio de Janeiro é a primeira cidade da América do Sul a sediar os Jogos Olímpicos. (…) exercendo uma influência mundial”, diz o relatório.

Apesar dos elogios, as cidades brasileiras perdem muitos pontos em itens como segurança e transportes. Na avaliação total, São Paulo e Rio de Janeiro só ganham de Mumbai, Jakarta e Nairóbi.

Em relação ao custo de vida, Pequim é a campeã, mas ela é seguida por Rio de Janeiro e São Paulo. Paris é a sétima metrópole mais cara do mundo.

Termina sem acordo reunião entre sindicatos e Setransp, motoristas entram em greve

DIÁRIO DA MANHÃ|DANIELLY SODRÉ

Com 3 horas e 10 minutos de duração, terminou sem acordo a audiência de conciliação realizada na tarde desta segunda-feira (19) entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado de Goiás (Sindittransporte), das Empresas de Transporte Coletivo de Goiânia (Setransp) e o Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo). Insatisfeitos com o resultado da reunião, a categoria afirma que vai entrar em greve ainda nesta segunda –feira (19). 

A audiência, que ocorreu no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, tinha como finalidade pôr fim à crise do transporte coletivo da região metropolitana de Goiânia iniciada na última quinta-feira (15). 

De acordo com o vice-presidente do Sindicoletivo, Fernando Ferreira Neves, o Sindttransporte e o Setransp não querem negociar. “Eles foram truculentos  com o trabalhador, não respeitaram a categoria, não fizeram nenhuma proposta, se negam a negociar, e dizem que não vão voltar atrás”, afirma.

Procurada pela equipe do DM.com.br, a assessoria da RMTC nega qualquer paralisação e disse que tudo não passa de um boato.

Foto:Reprodução

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