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Gerson critica posicionamento de Oscar e esquema da Seleção

O empate diante do México acendeu o sinal de alerta na torcida brasileira. O técnico Luiz Felipe Scolari, que perdeu um pouco do bom humor e partiu para o ataque contra os críticos na entrevista coletiva após a partida, sofreu alguns questionamentos após a partida.  O tricampeão Gerson não vem gostando da forma como a Seleção Brasileira vem atuando e questiona a formação tática adota por Felipão. 

“Falta a ele a tradução do jogo. O Parreira grita com ele para ajudar no posicionamento. As substituições são sempre as mesmas. Oscar é armador e não pode jogar pela ponta. O time está embolado, perdido. Pode até ser campeão, mas está jogando feio, com bola na área, sem tática de jogo, jogando no abafa nos últimos minutos”, criticou o ex-jogador, campeão do mundo em 1970. 

Para Pelé, o empate com o México não pode ser levado como ponto de discórdia do trabalho de Luiz Felipe Scolari. O tricampeão considera que o goleiro Ochoa foi o grande vilão da atuação brasileira em Fortaleza. 

“Não tem equipe fácil neste Mundial e temos que respeitar o adversário. Por ter feito um bom primeiro jogo, os torcedores acharam que ganharíamos fácil, mas não é assim. Se o Brasil tivesse feito os gols que o goleiro salvou, a história seria diferente”, defendeu o ex-camisa 10. 

Sem Hulk, que foi poupado com dores musculares, Felipão optou por Ramires. Só que o meia foi substituído no intervalo e deu lugar a Bernard. Gerson considera que o problema da Seleção brasileira na Copa está no meio-campo. 

“Felipão escalou mal, não pela presença do Ramires, mas pelo posicionamento do Oscar. Ele tem que ser o armador e o Ramires é para fazer o vai e vem. Botar os caras abertos para marcar os laterais. Quem arruma o meio-campo? Paulinho? Ele não sabe. Ficou se aventurando com o David Luiz no segundo tempo. Está sem organização”, avaliou o ex-camisa 8 da Seleção, que cobra variações no esquema tático.

“Felipão precisa ter um plano B e C. O meio-campo não funciona. Ele tem que pensar em um armador, fixar o cara, para ver se dá certo. O melhor seria atuar com Neymar na esquerda, Oscar centralizado ou até mesmo o Hernanes. O time é um bolo, com cada um tentando fazer a sua parte, sem um esquema montado. Não há variações do esquema”, destacou o ex-jogador, conhecido como “Canhotinha de Ouro”, que hoje é comentarista da Rádio Transamérica e da TV Bandeirantes.

Fonte: Fazevedo Produções Artísticas e Eventos Ltda