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“Quando a minha mulher não vê, trinco um pouco de queijo”

Diário de Notícias| Ana MaiaHoje

 
Especialista em nutrição Colin Campbell esteve em Lisboa para falar sobre os efeitos da alimentação na saúde
Especialista em nutrição Colin Campbell esteve em Lisboa para falar sobre os efeitos da alimentação na saúde

Sabia que podemos encontrar tanto cálcio em 100 gramas de vegetais verdes como no leite? Há muito que Colin Campbell, bioquímico americano e autor do livro “China Study”, trocou a carne e o leite por uma alimentação só de verdes. Mas confessa que há uma tentação a que não consegue resistir.

Nasceu em 1937 e em 1961 doutorou-se em nutrição, bioquímica e microbiologia pela universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Há mais de 20 anos que Colin Campbell deixou de comer carne e beber leite. À frente de um dos maiores estudos na área da nutrição, o “China Study”, publicou livros e artigos que mostram a ligação entre o consumo de carnes e lacticínios e o aparecimento de várias doenças.

O que escreveu, e muitas vezes recusado pelas editoras que queriam livros de refeitas e quantidades certas a comer, colocou em prática. “Faço três refeições ao dia: pequeno-almoço, almoço e jantar. Às vezes petisco algumas coisas pelo meio, mas não tenho tendência a muito mais. O nosso corpo habitua-se e ganhamos novos hábitos e gostos”, conta.

Garante que não lhe custa não comer carne, beber leite ou comer peixe uma vez por mês. Mas há uma tentação à qual não resiste: “Queijo. Ainda hoje, quando a minha mulher não vê, trinco um pouco de queijo!” As mudanças começaram há mais de 20 anos. Deixou os fritos e as carnes vermelhas, passou para as saladas. “Primeira de frango e atum, depois fui aperfeiçoando à medida que tive mais conhecimentos. Sinto-me bem e ainda faço corridas de seis quilómetros sem dificuldade.

Tem 80 anos e a última vez que esteve doente foi “há cinco ou seis anos, com tosse convulsa”. Médicos? “Não gosto deles”, diz. Esteve em Lisboa num seminário patrocinado pela Direção-geral da Saúde e pelo Instituto Macrobiótico de Portugal para falar sobre mitos e factos da alimentação.

O que concluiu dos estudos que fez é que o consumo de carne e lacticínios estão relacionados com várias doenças, como cancro. E que a melhor alimentação é feita 100% de legumes, frutas e sementes. “Os vegetais têm antioxidantes bloqueiam os radicais livres, que promovem envelhecimento e cancro. A comida animal promove os radicais livres e temos de os controlar. Uma alimentação 100% verde é dar um passo em frente”, garante.

Nem mesmo o peixe, apesar de ser melhor que a carne, faz falta, assegura. “Também não tem antioxidantes e pode ser eliminado. Pode ter algum algum benefício com o ómega 3, mas também tem gordura. É possível ter tudo o que precisamos só com legumes, frutas e sementes.”

Mudança que Colin Campbell garante que não é difícil e que pode reduzir doenças. “Os doentes cardíacos não precisam de bypass, só precisam de mudar de dieta. Mesmo no caso da diabetes é possível reduzir muito a medicação se optarmos por esta alimentação.” Quanto a uma vida mais longa… “Não é tanto termos mais anos, mas é termos os últimos anos

Boko Haram exige 800 vacas para libertar 20 mulheres sequestradas

Gado é o principal meio de sobrevivência de tribos da região e exigência é considerada ‘insustentável’

EFE

Nigéria – A milícia radical islâmica Boko Haram exigiu 800 vacas para libertar as 20 mulheres sequestradas há uma semana em um assentamento nômade da etnia fulani, no norte da Nigéria, informou nesta quinta-feira a imprensa local. Os pais e maridos das mulheres raptadas consideraram o pedido “insustentável”, pois o gado é o principal meio de sobrevivência da tribo, afirmaram fontes da polícia ao jornal ‘Leadership’.

O sequestro das vinte mulheres aconteceu na quinta-feira passada em um assentamento do estado de Borno -reduto político e operacional do Boko Haram-, e muito próximo a Chibok, onde em 14 de abril foram sequestradas mais de 200 meninas, que ainda são mantidas como reféns, pelo grupo terrorista.

Os sequestradores exigiram 40 vacas por cada mulher, informou a polícia. “O gado é o bem mais prezado pelos fulani, pois sem eles não teriam meios de subsistência”, explicou um policial ao jornal.

Terrorismo da milícia radical islâmica Boko Haram tem sido manchete em jornais de todo o mundo

Foto:  Reuters

Outra das preocupações dos familiares é que os sequestradores não libertem as mulheres após entregar o gado. “Rezaremos para que nossas esposas retornem sãs e salvas para casa”, disse um homem da tribo.

Após atacar o assentamento nômade, o grupo de homens armados obrigou as mulheres as entrarem em várias caminhonetes. Segundo informaram à Agência Efe fontes do governo do Estado de Borno, elas “foram levadas pela mesma rota pela qual foram levadas as meninas sequestradas”.

O Boko Haram, que significa em língua local “a educação não islâmica é pecado”, luta para impor um Estado islâmico na Nigéria, país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul.

Embora Borno seja um dos três estados nos quais o governo decretou situação de emergência, a medida não conseguiu frear os ataques da milícia radical.

Desde que a polícia matou em 2009 o então líder do Boko Haram, Mohammed Yousef, o grupo terrorista assassinou 12 mil pessoas e deixou oito feridos, segundo o presidente nigeriano.

Com 170 milhões de moradores integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, o país mais povoado da África, sofre com múltiplas tensões por suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.

Bolivianos trocam São Paulo por Sul de Minas

Nos últimos meses a cidade de Pouso Alegre recebeu muitas empresas e, por isso, a oferta de vagas na região é alta

Agência Estado

 21/05/2014 

Descontentes com a falta de registro em carteira e a carga horária elevada nas indústrias de confecções na capital paulista, muitos bolivianos estão migrando para o Sul de Minas Gerais. No mês passado, dez deles começaram a trabalhar em uma indústria de garrafas térmicas em Pouso Alegre (MG), cidade que nos últimos meses recebeu muitas empresas e precisa de mão-de-obra para atender à nova demanda.
Um peruano também já está em atividade na companhia e outros quatro bolivianos devem chegar nesta semana. “Um vai comentando com outro e a notícia se espalha”, diz Van Der Laam Oliveira, gerente de Recursos Humanos da Invicta, empresa que contratou os estrangeiros. Segundo ele, todos os contratados estão legalizados e têm desempenhado bem o trabalho.

Quem chega portando apenas o chamado “RG Estrangeiro” tem ajuda da empresa para regularizar a situação. Segundo Van Der Laam Oliveira, os brasileiros também são bons de serviço, mas com a oferta de vagas em alta na cidade, a rotatividade é muito grande e a mão-de-obra nacional não está dando conta.

Condições

No novo emprego, os bolivianos têm, além do salário em carteira e horário fixo, benefícios como assistência médica. “Aqui a gente trabalha a quantidade certa de horas por dia”, diz o auxiliar de produção Selvin Moreno. Boliviano, ele lembra que, nas confecções de roupas de São Paulo, a carteira não era assinada e a carga horária nem sempre se resumia às oito horas diárias de trabalho como combinado. Por isso, ele e os demais teriam optado por seguir para Pouso Alegre. Na cidade mineira, eles estão produzindo garrafas, galões e caixas térmicas que são exportados para mais de 40 países.

Pouso Alegre tem apresentado anualmente quase o dobro de crescimento econômico em relação ao índice nacional, sendo, em Minas Gerais, a primeira em desenvolvimento econômico. Na cidade, somente nos últimos cinco anos, foram criadas 11.350 vagas de emprego, de acordo com números fornecidos pela prefeitura.

Tecnologia é aliada no troca-troca de figurinhas da Copa do Mundo

Agência Brasil

FigurinhaTrocar figurinhas da Copa do Mundo já é coisa antiga, desde 1970, especificamente, quando a Panini publicou o primeiro álbum do Mundial. A novidade agora é o uso de tecnologias e das redes sociais para promover encontros de colecionadores e até mesmo para vender ou trocar figuras de jogadores com pessoas de diferentes cidades. A Panini, editora que detém os direitos exclusivos de produzir e vender o álbum oficial da Copa, também lançou este ano um aplicativo para smartphone que ajuda o colecionador a acompanhar virtualmente as figurinhas que faltam para completar o álbum.

No Rio de Janeiro, a geofísica Fernanda Carneiro Oliveira, de 25 anos, foi a primeira do grupo de 30 colegas de trabalho a conseguir completar o álbum. A estratégia do grupo foi usar o serviço WhatsApp, uma rede social de troca de mensagens instantâneas pelo telefone, via internet, para combinar as últimas trocas. “No trabalho, outros amigos, na academia, a todo lugar as pessoas chegavam com os pacotes, com as repetidas, muita gente se envolveu. Eu completei meu álbum no meu prédio do trabalho, a gente almoçava rápido e trocava figurinha no intervalo de almoço. Como eram muitas pessoas no andar [colecionando] a gente trocava muito.”

Para ela, o grande número de pessoas montando o álbum se deve ao fato do evento ocorrer aqui. “Esse ano bati meu recorde, montei dois álbuns no mesmo ano, o outro foi o Brasil de Todas as Copas, que eu achei até mais bonito que o da Copa mesmo. Nas outras copas eu não montei, faz muito tempo que eu não monto, acho que a empolgação é mais por ser aqui.”

O álbum simples da Copa custa R$ 5,90, mas muitos são distribuídos gratuitamente, estimulando a coleção. A edição de luxo, com a capa dura, custa R$ 24,90. Cada pacote de figurinha, com cinco unidades, custa R$ 1. Considerando que são 640 figurinhas de estádios, símbolos da competição, brasões, foto do time e todos os jogadores das 32 seleções participantes, além de nove figurinhas de propaganda de patrocinadores, encontradas também nos pacotes à venda, o mínimo que cada pessoa gasta para completar o álbum gasta é R$135,90. A procura pela edição de luxo, segundo a Panini, foi tão grande que a editora precisou providenciar uma reimpressão para abastecer o mercado.

Uma opção mais em conta para os colecionadores é o álbum virtual, serviço gratuito que já conta com cerca de 1,15 milhão de adeptos, que já movimentaram mais de 41 milhões de pacotes e trocaram 50 milhões de figurinhas. O álbum online tem 391 cromos.

O servidor público de Brasília, Gustavo Araújo, de 29 anos, além de ir às bancas, também usa as redes sociais para trocar seus cromos. “Existem grupos dos álbuns no facebook que permitem isto. Pessoas de cidades de interior que tem pouca gente colecionando ou onde não se encontram figurinhas facilmente nas bancas têm que recorrer aos Correios para trocar com pessoas de outros estados e até comprar ou vender figurinhas. Tudo combinado por Facebook.”

Apesar de usar esse canal de troca, Gustavo diz que o álbum virtual, também lançado pela Panini, não o empolgou. “A troca de figurinhas do virtual é automático, você nem vê a cara da pessoa, não negocia, não tem muito a sensação de conquista pelas figurinhas. O físico, a gente pode guardar e mostrar futuramente para pessoas que nem nasceram ainda.”

Mesmo com a ternologia à disposição, ir à banca para comprar ou trocar figurinhas ainda é a melhor opção para os mais velhos. Na Rua Uruguaiana, no centro do Rio de Janeiro, o aposentado que se identificou como Zequinha Tricolor, de 80 anos, disse que vai ao local uma vez por semana para trocar figurinhas. Depois de completar o próprio álbum, está ajudando oito crianças da rua onde mora, em Pedra de Guaratiba, na zona leste. De acordo com ele, no bairro não há pontos de troca.

“É uma diversão, eu não bebo, não jogo, não posso mais conquistar mulher nenhuma com a idade que eu estou, então meu hobby é figurinha e ver os jogos do Fluminense, que é minha paixão. Eu venho ao centro só para isso”, conta. Ele diz que monta álbuns da Copa há 20 anos e que tem uma estratégia para não gastar muito dinheiro. “Eu compro R$ 50 de figurinha no começo, são 250 figurinhas. Eu não colo no meu álbum e vou trocando, aí vem um amigo meu que está faltando quatro, cinco figurinhas, eu dou uma e pego quatro ou cinco. Aí chega a um certo ponto eu ligo para a Panini e elas mandam as mais difíceis. Este ano nem pedi, foi o primeiro ano que eu completo sem pedir”, comemora.

Jornal: Santos pode trocar Cícero com Fluminense

Com apenas seis pontos em quatro jogos, o Santos busca reforçar sua equipe para melhorar o desempenho irregular no início do Campeonato Brasileiro. Segundo a edição impressa do jornal Lance!, a equipe paulista estaria de olho no atacante Rafael Sobis e no meia Wágner e poderia envolver Cícero em uma eventual troca com os cariocas.

Cícero rejeitou a proposta de renovação do contrato que termina no fim do ano e está com o futuro indefinido na equipe. Como fazer dinheiro com uma venda do atleta é improvável, já que ele pode assinar um pré-contrato a partir do meio do ano e sair de graça, a opção mais vantajosa seria usá-lo como moeda de troca.

Apesar de Cristovão Borges ter segurado Sobis no Fluminense, evitando uma possível transferência para o Corinthians, e gostar do futebol de Wágner, o treinador, segundo a publicação, poderia abrir mão de um dos seus jogadores para encorpar o elenco da equipe carioca. Cícero teria potencial para resolver uma carência de um segundo volante com a possibilidade de levar mais verticalidade ao time.

Ainda segundo a publicação, Cícero é um desejo antigo da diretoria tricolor e não está satisfeito em São Paulo. O jogador, relevado pelo Bahia, já teve passagens pelo Fluminense, onde não teve tanto destaque e acabou negociado com o futebol alemão.

Fonte: Terra 

Grupo extremista quer libertação de presos em troca de nigerianas

Em vídeo, líder do Boko Haram revelou que adolescentes foram convertidas ao islã

Grupo extremista quer libertação de presos em troca das jovens<br /><b>Crédito: </b> Boko Haram / AFP / CP
Grupo extremista quer libertação de presos em troca das jovens 
Crédito: Boko Haram / AFP / CP

grupo extremista Boko Haram divulgou nesta segunda-feira um novo vídeo em que alega que as adolescentes nigerianas sequestradas em abril foram convertidas ao islã e anuncia que as jovens serão libertadas com a troca de islamitas presos.

O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, fala durante 17 minutos no vídeo e mostra quase 130 adolescentes vestindo hijabs que cobrem todo o corpo, rezando ao ar livre em um local não identificado.  No total, 267 adolescentes foram sequestradas em 14 de abril em Chibok, no estado de Borno (nordeste da Nigéria), que tem uma importante comunidade cristã. De acordo com as autoridades, 223 jovens continuam desaparecidas.

Início da violência extremada

Em 2009, eclodiram confrontos entre a polícia e o Boko Haram em Maiduguri. Em uma grande operação, o Exército matou 700 pessoas e capturou Mohamed Yusuf, que depois foi executado. O movimento passou a agir na ilegalidade. Alguns de seus integrantes fugiram para o exterior. “É neste momento que eles são influenciados por um movimento jihadista internacional que os convence da inutilidade do protesto pacífico”, indica o pesquisador francês Marc-Antoine Pérouse de Montclos.

Os líderes do grupo, então, passaram a um nível superior. Não trata-se apenas de impor a lei islâmica na Nigéria, mas desestabilizar o Estado com uma estratégia terrorista de medo e pânico. Abubakar Shekau, que era o braço direito do líder executado, assumiu o comando. O que se seguiu foi uma escalada da violência contra escolas, igrejas, mesquitas e símbolos do Estado, deixando milhares de mortos. Entre os atos terroristas, está o ataque à sede da ONU que matou 23 pessoas na capital, Abuja, em agosto de 2011. Recentemente, dois ataques atingiram a cidade em menos de três semanas, causando 90 mortes.

Laços no exterior

De acordo com diplomatas, membros do Boko Haram foram treinados pela Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) no Norte do Mali entre 2012 e 2013. Washington também acredita que existam ligações entre as duas organizações. Além disso, a presença do Boko Haram em Níger, Chade e Camarões não é uma novidade. Mas as ações do Boko Haram, que nunca reivindicou sequestros de estrangeiros, permanecem bastante focadas na Nigéria. A única exceção foi o sequestro da família francesa Moulin-Fournier, em fevereiro de 2013. As vítimas foram libertadas dois meses depois. Em termos de financiamento, o Boko Haram recebe o apoio de fiéis nas mesquitas e organiza assaltos a bancos. Não há evidência de movimentações de recursos do exterior. 

Fonte: AFP

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