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Falta de água afeta empregos e investimentos em municípios de São Paulo

Correio do Brasil, com RBA – de São Paulo

 

 

O trabalho indica que o risco de falta de água, ainda este ano, é um fator de preocupação para 67,6% das 413 indústrias ouvidas na pesquisa

Uma crise ampla. Assim é o cenário definido por representantes de prefeituras e órgãos de desenvolvimento regional como consequência da falta de água no Estado de São Paulo. Desemprego e problemas em atividades econômicas diversas já atingem cidades e empresas na bacia dos rios Piracicaba, Jundiaí e Capivari (Bacia PCJ) e na região metropolitana. Secretários municipais relatam que o governo estadual envia poucos dados sobre a situação e que a Sabesp não é transparente na divulgação de informações, o que aumenta a dificuldade de fazer planejamentos.

As colocações são coerentes com os dados levantados pela Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) – únicos dados disponíveis – que apontam duas em cada três empresas com temor de falta de água e fechamento de, ao menos, 3 mil postos de trabalho. Com o agravamento da crise, as perspectivas são de piora do cenário.

No último dia 11, a Sabesp admitiu que precisará utilizar a água do volume morto do Sistema Alto Tietê, que vinha sendo usado para suprir parte da demanda de 8 milhões de pessoas atendidas pelo Sistema Cantareira, na capital e na região metropolitana de São Paulo. O volume normal do Cantareira acabou há duas semanas e a água do volume morto deve durar até outubro, caso a estiagem continue, segundo dados da companhia.

O trabalho indica que o risco de falta de água, ainda este ano, é um fator de preocupação para 67,6% das 413 indústrias ouvidas na pesquisa. O levantamento foi feito com 229 empresas de micro e pequeno porte (até 99 empregados), 140 de médio porte (de 100 a 499 empregados) e 44 de grande porte (500 ou mais empregados). As empresas de grande porte são as que revelaram mais preocupação: 75% delas temem que a falta d’água prejudique operações.

A pesquisa, divulgada na última sexta-feira (18), revela ainda que foram fechados mais de 3 mil postos de trabalho na região da Bacia PCJ. A redução do ritmo da produção das indústrias pela falta de água é o grande motivador das demissões. De acordo com a Fiesp, a tendência é que o quadro se agrave nos próximos meses.

O diretor do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Hamilton Lacerda, revelou que os municípios têm dificuldade em obter retorno dos ofícios enviados à Sabesp. “Estamos tendo muita dificuldade em levantar dados. Nós temos um problema para fazer esse diagnóstico porque o sistema está completamente centralizado nas mãos da Sabesp. E a gente sabe que essa é uma informação que pode trazer prejuízos políticos, ainda mais em um ano eleitoral”, avaliou.

No início de março, o prefeito de Guarulhos, Sebastião Almeida (PT), reclamou que fora informado por e-mail, com apenas 48h de antecedência, sobre a decisão da Sabesp de cortar parte do fornecimento de água para a cidade. A companhia alegou que o município não realizou uma redução satisfatória no consumo.

Guarulhos já tinha um déficit de 10% na relação entre consumo e disponibilidade de água. No município, mais de um milhão de pessoas sofrem com o racionamento.

Para Lacerda, a falta de água pode comprometer tanto questões sanitárias quanto econômicas. “A crise de abastecimento pode prejudicar o desenvolvimento das empresas e dos serviços, colocando em xeque a qualidade de vida da população.”

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Bragança Paulista, Hilmar de Moraes, confirma a situação na região da Bacia PCJ. “Temos dados empíricos. São informações passadas pelos moradores e comerciantes da cidade”, afirmou.

O problema não se dá somente pelo fornecimento de água, mas pelo esvaziamento da represa Jaguaribe, uma das cinco que compõe o Sistema Cantareira. A represa tem 30 anos, mas não recebeu nenhum tipo de manutenção ou investimento nesse período. Para Moraes, é preciso observar que, além do fornecimento de água, estão em risco o empreendedorismo, os empregos e o turismo da região.

O secretário garantiu que atividades de pequeno porte, como transporte e passeios de barco, hotelaria e serviços sofrem com a seca direta da represa. “Temos ali cerca de mil barcos e cinco pousadas que sobreviviam de turismo náutico. Isso gerava até dois mil empregos diretos. Algumas pousadas e restaurantes demitiram todos os empregados. E isso mobilizava parte do comércio, supermercados, postos de gasolina, oficinas”, descreveu Moraes.

A cidade tem 154 mil habitantes. Dois mil postos de trabalho fechados podem ter um impacto considerável na população. Moraes defende que se deve avaliar o momento como sendo uma “crise ampla”, que pode se alastrar pelo estado. “Essa situação é muito séria. Se a pessoa que tinha uma pousada não tem mais, ou a que era funcionário não é mais, o que resta? Ir embora para os centros urbanos. E aí vão viver como dá. Como se define isso? Crise. A seca nas represas em São Paulo é uma crise ampla e real”, ressaltou.

Essa dificuldade em obter dados é generalizada. E se alia ao fato de que as empresas, sobretudo as de grande porte, evitam falar em problemas de ordem econômica, que poderiam afetar confiança e valorização no mercado financeiro.

O diretor do Ciesp em Campinas, José Nunes Filho, disse que as empresas e os 43 municípios que compõem a região da Bacia PCJ são afetadas. “Nós, como bacia doadora, fomos tremendamente afetados. A concessão de outorgas está suspensa e isso prejudica o investimento. Novas empresas não vão se instalar se você não tem garantia de água disponível.”

Segundo o diretor, empresas de grande porte do polo petroquímico de Paulínia correm riscos sérios, porque são “hidro-dependentes”. São refinarias que recebem e reenviam petróleo e derivados para todo o Brasil. E não há refino de petróleo sem água. “Afetaria todo o sistema econômico”, destaca.

Nunes também não poupou o governo Alckmin de críticas pela demora em admitir o problema ou em reagir a ele. “Um avião cai não só por um problema, mas por uma série de problemas. A estiagem é um problema natural, que se deve ser capaz de prever, mas as medidas para evitar esse problema não foram tomadas.”

Em Piracicaba, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Tarcísio Mascarim, explicou que a cidade não tem falta de água, pois faz a captação direta em dois rios. No entanto, o município tem dificuldades para produzir alimentos. “Temos várias formas para irrigar, mas a falta de chuvas e de água em boa disponibilidade pode levar a um aumento dos custos e isso pode promover aumento do preço dos alimentos”, avaliou.

Mascarim comentou que a produção de cana para combustíveis e açúcar sofreu uma redução sensível, passando de 40 milhões de toneladas em 2013 para 32 milhões neste ano. Uma redução de 20% no volume produzido, que afeta tanto o fornecedor quanto as usinas que produzem açúcar e álcool.

Em Atibaia, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Lívio Giosa, ressalta que “a situação é muito preocupante”. “É lógico que temos risco de desemprego. Não temos nenhuma situação específica, mas está claro isso. Se as empresas começam a ter problemas, nós logo teremos”, completou.

Giosa é mais que avalia negativamente a gestão da água no governo Alckmin. Para ele, a administração tucana não age diante da crise. “O problema é muito sério e as autoridades públicas estaduais não estão se posicionando. Não tem nenhuma discussão sobre alternativas, a não ser ficar esperando chover.”

Ele também ressaltou que os problemas com o abastecimento levaram as empresas a buscarem alternativas de emergência, utilizando carros pipa ou mesmo abrindo poços artesianos para não depender do sistema de água. “É um absurdo a gente chegar nessa situação”, enfatizou.

O secretário também atacou a cobertura da situação pela mídia. Para ele, o assunto é tratado superficialmente. “A única instituição que pode fazer com que esse assunto seja colocado em pauta prioritária é a imprensa. Deveriam estar 24 horas cutucando as autoridades: o governador, a presidente da Sabesp, diretorias de agências reguladoras”, argumentou.

Metroviários farão nova assembleia para decidir greve na Copa

De A Tribuna On-line

Metroviários de São Paulo devem se reunir nesta quarta-feira, às 18h30, para decidir se haverá paralisação na quinta-feira, dia de abertura da Copa do Mundo na capital paulista. A greve foi suspensa na terça-feira.

A catagoria, que já pediu cerca de 35% de reajuste, agora reivindica 12,2%. Já o Metrô afirma que não dará mais do que 8,7%. O Tribunal Regional do Trabalho julgou a greve abusiva e aumentou a previsão de multa diária de R$ 100 mil para R$ 500 mil para o sindicato caso o Metrô não opere com 100% da capacidade no horário de pico. Também bloqueou as contas do sindicato para garantir o pagamento de R$ 900 mil pelos dias parados.

Uma das medidas que podem mais ter impactado a greve, porém, foi a demissão de 42 funcionários na segunda-feira (9). As demissões ocorreram pela manhã, e, à tarde, o Metrô já conseguia abrir estações que tinham ficado fechadas nos outros dias de greve, como Belém, Tatuapé e Carrão.

Na terça-feira, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) assegurou que a cidade terá metrô na abertura da Copa do Mundo, apesar da ameaça de os metroviários retomarem a paralisação das linhas, em assembleia à noite, por causa da demissão confirmada de 42 funcionários. “Nós teremos tanto o Metrô quanto a CPTM (os trens)”, ressaltou. “É difícil, aliás, você ter um estádio (como o Itaquerão) que tenha, na porta, uma linha de metrô, a 3 (Vermelha) e uma linha de trem, que é a linha 11 da CPTM.” Caso haja problemas, o governo já preparou uma lista – que teria até 300 funcionários que participaram da greve e podem também ser demitidos.

Argentino tem dedo quebrado ao ser agredido no Bairro Nova Cintra

Homem mora em Belo Horizonte há dois anos e foi abordado por um trio que arrancou a bandeira argentina que ele segurava

Argentino tem dedo quebrado ao ser agredido no Bairro Nova CintraHomem mora em Belo Horizonte há dois anos e foi abordado por um trio que arrancou a bandeira argentina que ele segurava

Estado de Minas| Cristiane SilvaLuana Cruz TV Alterosa

11/06/2014

Ruben Lucero teve que passar por uma cirurgia no Hospital João XXIII (Leandro Couri/EM/DA Press)  
Ruben Lucero teve que passar por uma cirurgia no Hospital João XXIII

Na véspera da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, um argentino foi alvo de um ato violento em Belo Horizonte. O homem de 34 anos teve um dos dedos quebrado ao ser agredido na noite de terça-feira, no Bairro Nova Cintra, Região Oeste da capital.

Ruben Francisco Lucero deu entrada no Hospital João XXIII às 21h de ontem, conforme a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig). O argentino, que mora na capital há dois anos, estava no carro com a esposa brasileira e a filha de 2 anos quando foi atacado. Segundo Lucero, ele tinha uma bandeira da Argentina enrolada na mão quando três homens passaram e puxaram objeto, quebrando o dedo da vítima. O homem terá que passar por uma cirurgia. 

 

O cônsul da Argentina em BH, Mariano Guida, foi até o hospital para saber da situação de Lucero (Leandro Couri/EM/DA Press)  
O cônsul da Argentina em BH, Mariano Guida, foi até o hospital para saber da situação de Lucero

“Pode ser da Argentina, pode ser da Colômbia. Então imagina quando os turistas realmente chegarem no Brasil, o que vai acontecer? A ponto de quebrar o dedo para ter que fazer uma cirurgia, dá indignação”, lamentou Júnia Paula, esposa de Ruben.

A Polícia Militar (PM) informou que o argentino não registrou boletim de ocorrência sobre a agressão. A assessoria de imprensa da corporação soube do caso, mas acredita que ele tenha ido ao hospital por meios próprios sem avisar às autoridades.

Argentino tem dedo quebrado ao ser agredido no Bairro Nova CintraHomem mora em Belo Horizonte há dois anos e foi abordado por um trio que arrancou a bandeira argentina que ele segurava

Estado de Minas| Cristiane SilvaLuana Cruz TV Alterosa

11/06/2014

Ruben Lucero teve que passar por uma cirurgia no Hospital João XXIII (Leandro Couri/EM/DA Press)  
Ruben Lucero teve que passar por uma cirurgia no Hospital João XXIII

Na véspera da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, um argentino foi alvo de um ato violento em Belo Horizonte. O homem de 34 anos teve um dos dedos quebrado ao ser agredido na noite de terça-feira, no Bairro Nova Cintra, Região Oeste da capital.

Ruben Francisco Lucero deu entrada no Hospital João XXIII às 21h de ontem, conforme a Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig). O argentino, que mora na capital há dois anos, estava no carro com a esposa brasileira e a filha de 2 anos quando foi atacado. Segundo Lucero, ele tinha uma bandeira da Argentina enrolada na mão quando três homens passaram e puxaram objeto, quebrando o dedo da vítima. O homem terá que passar por uma cirurgia. 

O cônsul da Argentina em BH, Mariano Guida, foi até o hospital para saber da situação de Lucero (Leandro Couri/EM/DA Press)  
O cônsul da Argentina em BH, Mariano Guida, foi até o hospital para saber da situação de Lucero

“Pode ser da Argentina, pode ser da Colômbia. Então imagina quando os turistas realmente chegarem no Brasil, o que vai acontecer? A ponto de quebrar o dedo para ter que fazer uma cirurgia, dá indignação”, lamentou Júnia Paula, esposa de Ruben.

A Polícia Militar (PM) informou que o argentino não registrou boletim de ocorrência sobre a agressão. A assessoria de imprensa da corporação soube do caso, mas acredita que ele tenha ido ao hospital por meios próprios sem avisar às autoridades.

 

Crise no Sistema Cantareira é discutida por organizações não governamentais

Agência Brasil

N/A

Crise foi classificada como a pior do sistema

A Rede Nossa São Paulo, o Programa Cidades Sustentáveis, o Instituto Ethos e o Instituto Socioambiental (ISA) divulgaram nesta terça-feira um manifesto pedindo maior transparência na discussão sobre o abastecimento de água da capital paulista e região metropolitana de São Paulo. O documento foi divulgado durante um debate sobre a crise do Sistema Cantareira, que abordou os desafios e possíveis soluções para o problema do baixo nível de água nos reservatórios.

No texto, o grupo reivindica transparência total nos dados relativos à geração elétrica, com detalhamento de fontes e medidas que serão adotadas para manutenção do abastecimento, de forma que a sociedade fique informada sobre a real condição do sistema. Pede ainda a criação de uma comissão formada por representantes da academia, das empresas, da sociedade civil e de secretarias de governo.

A ideia é que o colegiado discuta estrategicamente o futuro da matriz energética brasileira e a contribuição de diversos setores para seu desempenho, além de debater ações de curto, médio e longo prazo para evitar situações semelhantes no futuro. A carta será entregue ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e à presidenta Dilma Rousseff.

O coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis, Maurício Broinizi, disse que o debate pretende mostrar que o Sudeste não pode depender exclusivamente das chuvas para abastecer os reservatórios de água que servem a região. “Nós precisamos proteger esses recursos naturais e a produção da água. Precisamos urgente de um programa de proteção às nascentes, de recuperação das matas ciliares e ao mesmo tempo, na cidade, de inverter a cultura do desperdício”.

O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial e Defesa do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público, Rodrigo Sanches Garcia, explicou que o órgão vem acompanhando a renovação da outorga do Sistema Cantareira, feita há dez anos e com vencimento previsto para agosto deste ano. “Desde junho do ano passado acompanhamos as negociações de renovação. De dezembro para cá começaram a ser divulgadas as informações de que o balanço hídrico está muito baixo e que isso poderia levar a uma crise do sistema”.

Sanches informou que o Gaema fez, em fevereiro, uma recomendação para que o volume de água  extraído fosse diminuído, o que não foi atendido e levou à piora da crise. “Em março, houve uma redução, mas ainda não suficiente. O que questionamos é por que não houve uma redução lá atrás quando poderia preservar o sistema por mais tempo. Era possível fazer uma redução em janeiro”, avaliou.

O presidente do Instituto Ethos, Jorge Abrahão, disse que as pessoas têm se preocupado com a possibilidade de falta de água durante a Copa do Mundo que começa daqui a poucos dias, mas que o problema principal pode não ocorrer no próximo mês, mas daqui a pelo menos quatro meses quando o Mundial já tiver terminado. “Nossa preocupação é com nossa população, com nossa situação nas cidades, no Sudeste. Por que o governo não usa seu poder de convocação, de diálogo para discutir, conscientizar? As transformações vêm daí. E esse problema não é desse ano, isso poderia ter sido enfrentado de outra maneira”.

A colaboradora do ISA, Marússia Whately, classificou a crise do Sistema Cantareira como a pior do sistema e da região e destacou que o problema é resultado de um verão mais seco este ano, mas com influência de outros verões menos chuvosos. “Apesar disso, continuamos tirando a mesma quantidade de água. Outro aspecto que também piora a intensidade da crise é o fato de o Sistema Cantareira ter suas condições naturais muito comprometidas, com 70% da sua área desmatada. Além disso, as áreas de preservação permanente não estão mais com vegetação, coisas que são fundamentais para o ciclo de produção de água.”  

Sabesp compara crise hídrica a tsunami

Presidente justifica que empresa não tem culpa por seca, pois se trata de um fenômeno natural, o mais severo em 84 anos

Agência Estado17:57

A presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Dilma Pena, comparou nesta terça-feira, 27, a estiagem histórica do Sistema Cantareira a fenômenos naturais como terremotos e tsunamis. Em entrevista à rádio Estadão, ela afirmou que a população de São Paulo tem compreendido que a crise de abastecimento na Grande São Paulo não é um problema operacional ou de investimento do governo paulista.

“Está havendo um entendimento da população de que não é um problema de operação, não é um problema de investimento. É um problema de escassez de chuva. É um evento extremo. É como se fosse um terremoto no Chile, ou uma enchente no sul da Inglaterra, que aconteceu este ano. Ou até mesmo um tsunami no sudoeste asiático, como acontece sempre”, disse Dilma Pena. Os tsunamis, na realidade, ocorreram no sudeste da Ásia.


“Estamos vivenciando um fenômeno da natureza. Nós temos que entendê-lo. Nós temos que buscar atender a população, e temos que, cada vez mais, nos preparar, tanto os prestadores de serviços essenciais, água, energia, alimentos, quanto do ponto de vista da nossa concepção de vida, nosso conceito de vida. Nós temos que, individualmente, ser cada vez mais poupadores dos recursos da natureza, e a água é um deles. Então, o consumo racional é muito importante”, completou.

Dilma repetiu que a seca do Cantareira é a mais severa dos últimos 84 anos, quando teve início a série histórica de medição. Conforme o Estado revelou no início do mês, um estudo contrato pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) afirma que estiagens críticas como a registrada entre outubro de 2013 e março deste ano no principal manancial paulista só ocorre a cada 3.378 anos.

Multa

A presidente da Sabesp destacou que a companhia já reduziu em 9 mil litros por segundo a retirada de água do Cantareira com o remanejamento de água e a economia de consumo pelo população. Quanto à multa anunciada por Alckmin em abril para quem aumentar o consumo, Dilma disse que ainda não há data definida para implementá-la. “Não temos data para implantar essa tarifa de contingência. Não é nada ilegal”, afirmou. A medida é questionada por órgãos de defesa do consumidor. Segundo eles, a legislação prevê que a multa só pode ser implantada em um cenário de racionamento.

USP perde liderança em ranking da América Latina

27/05/2014 

São Paulo, 27 – A Universidade de São Paulo (USP) perdeu a primeira posição no ranking de universidades latino-americanas do grupo Quacquarelli Symonds (QS) University Rankings, uma publicação britânica que faz alguns dos principais rankings universitários do mundo. Quem tomou a liderança neste ano foi a Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC). A USP – que vinha ocupando a primeira posição desde que o ranking da América Latina havia sido criado, em 2011 – neste ano aparece em segundo lugar.

Segundo o QS, embora a USP se destaque no número de pesquisas publicadas, UC liderou neste ano por causa do impacto das pesquisas, com citações de artigos em publicações internacionais. A UC também apresentou um bom número de alunos em sala de aula por professor e teve bons índices de citação na internet (Webometrics).

As outras universidades mais bem no ranking colocadas são a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que se manteve no 3º lugar, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que saiu do 8º em 2013 para o 4º lugar em 2014, e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), que saiu do 11º lugar no ano passado para o 9º neste ano. As universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) empataram em 10º lugar neste ano. A UFMG estava em 10º lugar no ano passado e a UFRGS em 14º.

Segundo o editor sênior do site de rankings do WS, Danny Byrne, a queda da USP não é uma “indicativa de uma tendência geral para as instituições brasileiras.” O Brasil aparece neste ano com 10 das 20 melhores universidades da América Latina – duas a mais que no ano passado. Ele explica que o indicador em que as universidades brasileiras lideram é o número de artigos por docente, o índice que mede a produtividade em pesquisa.

“As oito melhores instituições neste indicador são brasileiras, com apenas a Universidade do Chile no top 10. A USP melhorou sua posição no QS World University Rankings, nos últimos quatro anos, passando da colocação 207ª, em 2009, para a 127ª posição, em 2013”, pondera Byrne.

O ranking latino-americano lista, ao todo, 300 instituições de ensino. Os países que possuem mais universidades na lista são Brasil (88), México (69), Colômbia (51), Chile (40), Argentina (39), Peru (17), República Dominicana (11), Equador (11), Venezuela (9).

Veja a lista as instituições que ocupam as 10 primeiras posições:

1 – Pontifícia Universidade Católica do Chile

2 – Universidade de São Paulo (USP)

3 – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

4 – Universidade Federal do Rio de Janeiro

5 – Universidade de Los Andes – Colômbia

6 – Universidade do Chile

7 – Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey

8 – Universidade Nacional Autônoma do México

9 – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)

10 – Universidade Federal de Minas Gerais

10 – Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Falta uma assinatura para CPI do Mineirão

Brasil de Fato — Joana Tavares

Reprodução/Rogério Correia

Investigação de contrato entre Governo de Minas e Minas Arena está prestes a acontecer 

Da redação

Belo Horizonte (MG)

Falta apenas uma assinatura para que a CPI do Mineirão saia do papel. Os deputados Marques Abreu (PTB) e Mário Henrique Caixa (PCdoB) assinaram, em 9 de abril, o documento que pede pela abertura de investigação do contrato entre o Governo de Minas e a empresa Minas Arena, consórcio que venceu licitação e gerencia o Mineirão atualmente. Com os nomes dos deputados, o requerimento totaliza 25 assinaturas das 26 necessárias. Assim, os deputados da oposição ainda tentam convencer um novo colega de bancada.

Pelo contrato, o Governo é obrigado a cobrir as perdas da Minas Arena quando o consórcio registrar prejuízo. Devido à cláusula, a empresa recebeu – só no ano passado – R$ 44,4 milhões do Estado. A CPI pretende investigar também licitações e obras no Mineirão e Independência, revelar contrato firmado entre Minas Arena e Cruzeiro, além de acordo feito entre América e Atlético.

A oposição é formada por três partidos, PT, PRB E PMDB. Apenas dois deputados do PMDB não assinaram o pedido, Tony Carlos e Leonídio Bolças. Da base, foram três os deputados favoráveis à CPI, Fred Costa (PEN), Marques Abreu (PTB) e Sargento Rodrigues (PDT).

Entenda melhor

A Assembleia Legislativa é composta por 77 deputados e apenas 23 são de oposição ao Governo de Minas. Para instaurar a CPI são necessários 26 parlamentares, portanto, os deputados da oposição devem conseguir votos de três deputados governistas, ou seja, aliados ao Governo do Estado. 

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio