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Tomada de posse do novo presidente da Guiné-Bissau

Domingos Simões Pereira e Jomav logo após o anúncio da sua vitória nas presidenciais de 18 de Maio

Domingos Simões Pereira e Jomav logo após o anúncio da sua vitória nas presidenciais de 18 de Maio|Liliana Henriques/RFI|RFI

Um pouco mais de dois anos depois do golpe de Estado militar de Abril de 2012, o novo presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, eleito com 61, 9% dos votos aquando da segunda volta das presidenciais de 18 de Maio, tomou posse nas suas novas funções, fechando assim o ciclo da transição para o regresso à ordem constitucional.

Na presença de milhares de populares, vários chefes de Estado da África do Oeste assim como representantes governamentais de países como Angola e Portugal e ainda de instituições internacionais, José Mário Vaz prometeu mudar o país em 5 anos e esboçou como prioridades o combate à corrupção bem como a protecção dos recursos naturais. Mais informações com Mussa Baldé.
 
Mussa Baldé, correspondente da RFI em Bissau
 
 

23/06/2014

Esta tomada de posse ocorre poucos dias depois do parlamento constituído maioritariamente por deputados do PAIGC ter sido investido na semana passada. Agora falta apenas formar o governo a ser encabeçado pelo antigo secretário executivo da CPLP Domingos Simões Pereira, este novo período que se avizinha despertando muita esperança, como refere João Bernardo Vieira, porta-voz do PAIGC, partido no poder.

 
João Bernardo Vieira, Porta-voz do PAIGC entrevistado por João Matos
 
 

23/06/2014

A nível internacional, esta tomada de posse e o regresso à normalidade constitucional têm sido atentamente seguidos. Presente na cerimónia de investidura em Bissau, o ministro angolano da Defesa, João Lourenço, admitiu que o seu país poderia participar na reforma das forças de segurança guineenses no caso de Bissau formular um pedido neste sentido. Por seu turno, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, que esteve igualmente na cerimónia, referiu que Lisboa vai celebrar com Bissau um protocolo para a retomada dos voos da TAP entre as duas capitais.

Já a nível das instituições do continente africano, a expectativa também é grande. Alguns dias depois da União Africana ter readmitido a Guiné-Bissau entre os seus membros, os representantes dos países da organização pan-africana estão reunidos na perspectiva da 23ª cimeira de chefes de Estado e de governo da União Africana a decorrer nos dias 26 e 27 de Junho em Malabo, na Guiné Equatorial. Presente nos trabalhos preparatórios desta cimeira, o guineense Carlos Lopes, Secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, comenta a tomada de posse do presidente da Guiné Bissau e reage ao facto do país ter sido readmitido na União Africana.

 
Carlos Lopes entrevistado em Malabo pela enviada especial Neidy Ribeiro
 
 

23/06/2014

Moçambique assinalou dia da África

Areópago da União Africana, em Addis Abeba, Etiópia.

Areópago da União Africana, em Addis Abeba, Etiópia.

DR|RFI

As autoridades moçambicanas, assinalaram mais um aniversário do “Dia da África”, este ano, sob o lema da segurança alimentar no continente africano.

As comemorações do 51° aniversário da OUA, transformada na União Africana, foram assinaladas, um pouco por toda a África, sob o lema da “Segurança alimentar”.

Em Moçambique, o acto central, desde” Dia da África”, assinalado todos os anos, a 25 de Maio, decorreu em Maputo, tendo o vice-Ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Eduardo Koloma, sublinhado que o seu país já está a implementar uma estratégia de segurança alimentar.

Segundo Eduardo Koloma, “o governo moçambicano, procura materializar as suas políticas, para o sector da agrícultura, que conta com 8 por cento, do Orçamento do estado”.

De Maputo, o nosso correspondente, Orfeu Lisboa.

De notar, que a OUA, Organização da Unidade Africana, foi criada a 25 de Maio de 1963, em Addis Abeba, na Etiópia, por representantes de 32 governos de países africanos independentes. A OUA, seria mais tarde, a 9 Julho de 2002, substituída, pela União Africana.