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América Latina endurece posição contra operação de Israel em Gaza

Durante a 46ª cúpula do Mercosul, os presidentes dos países do bloco expressaram sua posição contra os ataques de Israel à população palestina e exigiram um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Durante a 46ª cúpula do Mercosul, os presidentes dos países do bloco expressaram sua posição contra os ataques de Israel à população palestina e exigiram um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Roberto Stuckert Filho/PR
RFI

Enquanto os Estados Unidos continuam vendendo munições ao exército israelense e autoridades europeias tentam relativizar a sangrenta operação Limite Protetor com inócuos pedidos de cessar-fogo em Gaza, países da América Latina figuram como os maiores críticos do governo de Israel até o momento. Hoje (31), a Bolívia foi além dos protestos e incluiu Israel na lista de “estados terroristas”.

 

A Bolívia, que rompeu suas relações diplomáticas com Israel em 2009, após a violenta operação “Chumbo Fundido”, já havia feito um pedido à ONU para que abrisse um processo contra Tel Aviv de crime contra humanidade, logo nos primeiros dias da atual ofensiva. Ontem, o presidente boliviano, Evo Morales, declarou que incluiu Israel na lista de “países terroristas”.

“Israel não é um Estado que garante os princípios de respeito à vida e os direitos básicos para a coexistência pacífica e harmoniosa na comunidade internacional”, afirmou Morales. “Nós declaramos Israel como um Estado terrorista”, ratificou.

Outros países reagiram à continuidade das violências contra os civis em Gaza nos últimos dias. O Chile classificou as operações militares israelenses como uma “agressão coletiva contra a população” da região. Já o Peru diz estar profundamente decepcionado com a violação dos vários cessar-fogos dos últimos dias e a continuidade da operação militar de Israel em Gaza.

Na terça-feira (29), durante uma reunião privada da 46ª cúpula do Mercosul, na Venezuela, os integrantes do bloco divulgaram um comunicado contra os ataques à população palestina e exigiram um cessar-fogo. Além do presidente venezuelano Nicolás Maduro, assinaram a declaração os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, do Brasil, Dilma Rousseff, do Uruguai, José Mujica, do Paraguai, Horacio Cartes, e da Bolívia, Evo Morales.

Brasil critica Israel

Na semana passada, o governo brasileiro condenou  “energicamente” o uso desproporcional da força de Israel na Faixa de Gaza, “do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças”. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil também reiterou seu chamado a um imediato a uma trégua. Além disso, Brasília convocou seu embaixador em Tel Aviv para consultas.

O porta-voz do governo de Israel, Yigal Palmor, ironizou a posição brasileira. “Desproporcional é perder uma partida de futebol por 7 a 1”, disse, em entrevista ao Jornal Nacional. Já em declaração ao The Jerusalem Post, Palmor, afirmou que a convocação do embaixador brasileiro em Israel “era uma demonstração lamentável de como o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático”.

As declarações do governo israelense contra o Brasil não intimidaram outros países da América Latina, como Equador, Chile, Peru e El Salvador que convocaram igualmente seus embaixadores em Tel Aviv para consultas.

Desde o início da operação

A reação dos países latinos não é tardia. Desde o começo da ofensiva israelense contra o movimento islâmico Hamas em Gaza, vários países do continente americano já haviam se posicionado contra o governo de Israel. Uma semana após o início dos ataques, o ministério mexicano das Relações Exteriores pediu a proteção dos palestinos e condenou o uso da força e a operação militar.

Há três semanas, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, classificou a ofensiva de “guerra de exterminação” contra o povo palestino. Já em Cuba as autoridades pediram que “a comunidade internacional exija que Israel cesse a escalada de violência”. Ambos os países também romperam as relações com Tel Aviv em 2009.

Logo nos primeiros dias da operação Limite Protetor, o ministério das Relações Exteriores do Uruguai condenou a “resposta desproporcional” dos israelenses aos tiros lançados pelos palestinos. Em meados de julho, o Equador “condenou com energia todos os atos de violência” na região e pediu “o fim imediato das hostilidades”.

Advogada acusada de atos violentos em protestos pede asilo político ao Uruguai

21/07/2014

A advogada Eloísa Samy, acusada de atos violentos em protesto, está no Consulado-Geral do Uruguai, no Rio de Janeiro, e pede asilo político ao país vizinho. Investigada pela Operação Firewall, da Polícia Civil, ela foi um dos 23 ativistas que tiveram prisão preventiva decretada, por associação criminosa, pela 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, na última sexta-feira (18).A informação foi divulgada pelo Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH), organização não governamental da qual Eloísa Samy faz parte. Segundo o DDH, o objetivo da advogada é conseguir o asilo para defender-se, em liberdade, das acusações que são feitas pelo Ministério Público.

De acordo com o DDH, policiais militares estão cercando a área do Consulado Geral do Uruguai, na zona sul do Rio.

 

Técnico do Uruguai renuncia a cargo na Fifa e diz que Suárez ‘não está sozinho’

Oscar Tabárez não respondeu a nenhuma pergunta na coletiva pré-jogo desta sexta-feira e usou o tempo apenas para fazer uma declaração em defesa do atacante expulso da Copa

IG

Rio – Na véspera do confronto com a Colômbia pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o técnico Óscar Tabárez deixou o jogo de lado em sua entrevista coletiva na noite desta sexta-feira, no estádio do Maracanã. O comandante do Uruguai não respondeu nenhum pergunta da imprensa internacional e fez apenas uma declaração em defesa de Luis Suárez.

Óscar Tabárez mostra solidariedade a Suárez ao renunciar a cargo na Fifa

Foto:  Efe

Conhecido como “maestro” no meio do futebol, Tabárez reconheceu o erro de seu comandado, mas afirmou ter ficado surpreso com a punição excessivamente rigorosa de 9 jogos mais 4 meses de suspensão. Ele disse considerar a decisão uma estratégia da Fifa para usar Suárez como bode expiatório e, por isso, renunciou a seu cargo em um grupo de estudos técnicos da entidade.

“Sinto agora que devo abandonar esse cargo. Não é inteligente nem sequer prudente estar em uma organização em que as pessoas, pressionadas pela opinião midiática, tomam uma decisão com valores tão diferentes dos meus. Nos próximos dias apresentarei minha renúncia a esse cargo de acordo com os procedimentos formais”, afirmou.

No final de seu discurso, Tabárez mandou um recado a Suárez, dizendo que o atacante terá um difícil recomeço, “mas saiba que nunca estará sozinho”. Aos torcedores uruguaios, o treinador reconheceu que seu time está comovido com o castigo aplicado a seu maior astro e saberá usar isso a seu favor.

“Estamos feridos, mas com uma força incrível e uma grande rebeldia. No jogo de amanhã, mais que nunca, faremos o melhor que pudermos”, finalizou.

Colômbia e Uruguai tentam superar seus dramas

Lancepress

N/A

 

Adversários nas oitavas de final da Copa do Mundo, Colômbia e Uruguai fazem das concidências as suas principais diferenças para o jogo deste sábado, às 17h, no Maracanã. Se os colombianos chegaram ao Mundial sabendo que não poderiam contar com Falcao García, os uruguaios mantinham a esperança na recuperação de Luis Suárez. Agora, porém, tanto a certeza, quanto a dúvida acabaram trocarando de lado.

A seleção da Colômbia, que avançou com 100% na primeira fase, provou já ter superado a ausência de seu principal craque. Já a Celeste, que chegou a desfrutar do talento de seu melhor jogador nas vitórias sobre Inglaterra e Itália, tenta esquecer o inesquecível: a suspensão de Suárez, que não jogará mais a Copa do Mundo. É em meio a este enredo que ambas as seleções tentaram encontrar o vencedor de Brasil e Chile nas quartas de final.

Assim que soube do desfalque de Falcao García, o técnico José Pékerman já havia escolhido o possível substituto para o ataque. Uma lesão no período de preparação para a Copa, porém, inviabilizou a entrada de Carlos Bacca no ataque colombiano. Passada a primeira fase da competição, o centroavante vê chances de defender o seu país crescerem justamente na partida diante do Uruguai, pelas oitavas de final.

Aparentemente recuperado de uma contratura na perna direita, Bacca não esconde o entusiasmo com a possível estreia no Mundial.

“Estes tipos de lesões musculares são muito comuns, por isso que devemos ser muito cuidadosos. Já não sinto dor. Tenho um desejo imenso de jogar, mas agora o que importa é a equipe, não o Carlos Bacca. Se o professor considerar que posso ajudar em algo, farei com muito gosto. Se não, apoiarei do lado de fora, como faremos todos nós colombianos”.

Meio-campista colombiano James Rodriguez comemora gol com equipe na Arena Mineirão

Meio-campista colombiano James Rodriguez comemora gol com equipe no Mineirão: Colômbia vem quase impecável

Em meio ao sonho de Bacca, Pékerman ainda não decidiu se irá utilizar o centroavante. Até o momento, a dupla de frente colombiana tem sido formada pelos eficientes Teófilo Gutierrez e Ibarbo. O ataque colombiano, inclusive, é o segundo mais positivo do Mundial, com nove gols, um a menos que a Holanda.

Quando se trata de Uruguai, uma coisa é certa: o poder de se reinventar dentro da Copa do Mundo. É motivada por esta característica que a Celeste já escolheu o substituto para o insubstituível Suárez. Acostumado a ser o protagonista, Diego Forlán tentará, agora, esquecer o papel de coadjuvante, que o fez ir para o banco de reservas logo após o jogo contra a Costa Rica.

E foi justamente na estreia uruguaia no Mundial que a dependência de Suárez pôde ser percebida. Logo na única partida sem o centroavante, a Celeste acabou sofrendo uma inesperada derrota para os costarriquenhos. Depois, dois jogos e duas vitórias com El Pistolero em campo. Os números, portanto, não mentem. Resta saber se o Uruguai irá ou não superar a lógica mais uma vez.

Forlán

Forlán, do alto de sua experiência, substitui estrela maior do Uruguai no confronto com os colombianos

Fantasma de 50 sobrevive! Suárez brilha no triunfo do Uruguai sobre a Inglaterra

Seleção europeia se complica no Grupo D da Copa do Mundo

O DIA

São Paulo – O fantasma de 50 sobrevive e ganhou mais força. E graças ao talento de Suárez. Poupado na estreia por se recuperar de uma cirurgia no joelho esquerdo, o astro resolveu e virou carrasco de um país que conhece bem: a Inglaterra. Acostumado a fazer gols com a camisa do Liverpool, o atacante não se importou em complicar a vida inglesa na Copa do Mundo. Com dois gols de Suárez, o Uruguai venceu por 2 a 1, nesta quinta-feira, na Arena Corinthians, e está vivo no Mundial.

É o fantasma? Suárez brilha e Uruguai vence a Inglaterra

Foto:  Reuters e Murillo Constantino

Suárez ainda venceu um “clássico” particular, com Rooney, atacante do Manchester United. O “rival” finalmente fez um gol em Copa do Mundo, mas viu o uruguaio roubar a cena e sair de campo como vilão inglês.

Agora, Uruguai tem três pontos, mesma pontuação de Itália e Costa Rica, que se enfrentam nesta sexta-feira, na Arena Pernambuco, às 13h. A Inglaterra está com zero ponto e em situação delicada na Copa do Mundo. Na última rodada do Grupo da Morte, o Uruguai encara a Itália, terça-feira, às 13h, na Arena das Dunas. A Inglaterra joga no mesmo dia e horário contra a Costa Rica no Mineirão.

O JOGO

O Uruguai quase surpreendeu no início do jogo. Suárez cobrou escanteio e obrigou Hart a dar dois passos para trás para espalmar. Por pouco o craque não fez gol olímpico. A resposta da Inglaterra foi com uma falta cobrada por Rooney. Muslera só observou a bola ir para fora, com perigo. Quem também assutou foi Cristian Rodríguez. Ele recebeu pela esquerda e chutou com força. O arremate foi pelo alto.

Faltava acertar o alvo. Após cobrança ensaiada de escanteio, Suárez rolou para Cavani. De primeira, o atacante emendou para fora, novamente com perigo. A Inglaterra chegou ainda mais perto do gol. Rooney acertou a trave depois de falta cobrada pela esquerda. O Uruguai mostrou como se faz. Lodeiro puxou contra-ataque e achou Cavani. O atacante cruzou na medida para Suárez abrir o placar com categoria. Logo ele, que estreou na Copa de 2014 e tão acostumado a marcar em campos ingleses com a camisa do Liverpool.

A Inglaterra, enfim, acertou o alvo, mas parou em Muslera. Sturridge foi lançado e obrigou o goleiro uruguaio a trabalhar. A Celeste voltou com tudo no segundo tempo. Hart mais uma vez teve trabalho em cobrança de escanteio de Suárez. Depois, Cavani ficou cara a cara com o goleiro inglês, mas chutou para fora. A seleção europeia acordou e por pouco não empatou. Após cruzamento da esquerda, Rooney dominou e chutou, mas Muslera salvou.

A Inglaterra tentava pressionar, mas esbarrava na valentia uruguaia. Um lance fortuito causou apreensão. Álvaro Pereira recebeu uma joelhada involuntária de Sterling e caiu desacordado. Após atendimento, ele voltou a campo sem problemas e até contestou o pedido médico de substituição. O Uruguaio pagou caro por recuar. Em jogada pela direita, Glen Johnson cruzou para Rooney empurrar para o fundo da rede: 1 a 1. Foi o primeiro gol do craque inglês em Copas. Ele recebia críticas por ainda não ter marcado após dois Mundiais.

A virada quase aconteceu com Strurridge, mas o chute do atacante parou em Muslera. A resposta foi com ele: Suárez. O astro uruguaio recebeu lançamento, invadiu a área e fuzilou: 2 a 1. Ele chegou a se emocionar após marcar novamente. O Uruguai conseguiu segurar a vitória. Um triunfo com a raça uruguaia e o talento de Suárez. O fantasma de 50 continua vivo!

FICHA TÉCNICA

Uruguai 2×1 Inglaterra

Estádio : Arena Corinthians (São Paulo) 
Árbitro : Carlos Carballo (Inglaterra) 
Gols : Suárez (Uruguai, aos 38′ do 1ºT e aos 39′ do 2ºT) e Rooney (Inglaterra, aos 39′ do 2ºT) 
Cartão amarelo : Godín (Uruguai) e Gerrard (Inglaterra) 
Cartão vermelho : – 

Uruguai : Muslera; Cáceres, Giménez, Godín e Álvaro Pereira; Arévalo Rios, Álvaro González (Fucile, aos 34′ do 2ºT), Cristian Rodríguez e Lodeiro (Stuani, aos 21′ do 2ºT); Suárez (Coates, aos 43′ do 2ºT) e Cavani; Técnico: Óscar Tabárez.

Inglaterra : Hart; Glen Johnson, Cahill, Jagielka e Baines; Gerrard, Henderson (Lambert, aos 44′ do 2ºT) e Rooney; Welbeck (Lallana, aos 25′ do 1ºT), Strurridge e Sterling (Barkley, aos 19′ do 2ºT); Técnico: Roy Hodgson.

Uruguai e Inglaterra tentam evitar eliminação precoce

De A Tribuna On-line

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Ingleses, derrotados pela Itália, buscam recuperação

São três títulos mundiais, muita tradição e, especificamente nesta partida, tensão em campo. Uruguai e Inglaterra se enfrentam nesta quinta-feira, às 16 horas, na Arena Corinthians e terão, após o duelo, a exata noção do que precisarão fazer na terceira rodada do Grupo D para evitar uma eliminação na primeira fase. Os dois times foram derrotados na primeira rodada. Os uruguaios perderam para a Costa Rica, por 3 a 1, enquanto os ingleses foram derrotados pela Itália por 2 a 1.

No entanto, isso não singifica que uma nova derrota em São Paulo determinará a desclassificação. Isso porque Itália e Costa Rica, os outros integrantes do grupo, enfrentam-se sexta-feira, na Arena Pernambuco. Se nessa partida houver um vencedor, o time derrotado ficará com três pontos e o saldo de gols será o principal critério de desempate na terceira rodada. A seleção que hipoteticamente tiver nenhum ponto poderá chegar aos mesmos três pontos na última rodada.

A quinta-feira reserva muita emoção no Grupo C, mas é pouco provável que haja uma definição de classificados ao fim da segunda rodada. às 13 horas jogam Colômbia e Costa do Marfim no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF). Os dois times venceram em suas estreias. Os colombianos aplicaram 3 a 0 na Grécia, enquanto o time africano conrou com Didier Drogba para virar o jogo e vencer o Japão por 2 a 1. Se houver um vencedor nesse confronto, a vaga estará praticamente assegurada, porém ainda não garantida.

Na parte de baixo da chave, Japão e Grécia se enfrentam às 19 horas, na Arena das Dunas, em Natal.

LUGANO RECLAMA DE ERRO CRASSO EM MAPA DE JORNAL ESPORTIVO FRANCÊS

 

Lancepress

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O zagueiro Diego Lugano, capitão do Uruguai e um dos jogadores mais experientes da Copa do Mundo, usou seu Twitter oficial para desabafar sobre um erro do tradicional jornal francês “L’Equipe”. Em um complemento especial para o Mundial, o periódico colocou um mapa da América do Sul, mas com um erro grave, trocando a localização do Uruguai com a do Paraguai. Com passagem pelo Paris Saint-Germain, Lugano não perdoou:

” Será que quando formos campeões do mundo aprenderão onde fica o Uruguai? Do prestigiado “L’Equipe”… – comentou Lugano, anexando uma foto do erro com a postagem.

Copa do Mundo também é desafio político para Argentina, Chile e Uruguai

Para os líderes sul-americanos, o Mundial de 2014 é também uma oportunidade de articular jogos políticos.

Para os líderes sul-americanos, o Mundial de 2014 é também uma oportunidade de articular jogos políticos|Reuters

Terminou nesta segunda-feira (2) o prazo para as seleções que vão participar do Mundial de Futebol apresentarem à FIFA a lista dos 23 jogadores selecionados. Mas por trás dos jogadores e das partidas, o que está em jogo na arena política? O chamado “efeito Copa do Mundo” será explorado pelos governos do Brasil, Argentina, Uruguai e até do Chile, neste Mundial.

Márcio Resende, correspondente da RFI Brasil em Buenos Aires

A euforia popular durante a Copa do Mundo costuma ser uma aliada para os objetivos dos governos a curto prazo. O título de campeão ou mesmo um bom desempenho pode abrir um período de lua-de-mel com a população. Mas uma decepção também pode ter o efeito contrário: um divórcio com os torcedores, ou melhor, eleitores.

Chile

A pretensão chilena é modesta. Chegar às quartas-de-final e ficar entre as oito melhores seleções do mundo. O Chile nunca passou das oitavas-de-final. Justamente perdeu para o Brasil em 1998, na França, e em 2010, na África do Sul.

A presidente chilena Michelle Bachelet aceitou o convite da presidente Dilma Rousseff. Estará na inauguração da Copa do Mundo em São Paulo e no primeiro jogo da seleção chilena contra a Austrália, no dia seguinte, em Cuiabá.

Um bom desempenho do Chile no Mundial pode ajudar na auto-estima dos chilenos depois das recentes tragédias provocadas pelos terremotos no Norte do país e pelo incêndio em Valparaíso. Bachelet contaria ainda com o bom humor social para avançar com as suas reformas enquanto esvazia a pressão nas ruas das manifestações estudantis.

Argentina

A Argentina sonha mesmo com o tricampeonato em pleno Maracanã. O governo de Cristina Kirchner tomou a seleção de futebol como um capital político. O recente anúncio dos jogadores selecionados foi como um verdadeiro ato de campanha com participação de membros do governo e de militantes. Durante a cerimônia, o Chefe de Gabinete (equivalente ao cargo de Chefe da Casa Civil), Jorge Capitanich, previu que “no país não se falará de outra coisa”.

Ao mesmo tempo o técnico da seleção argentina, Alejandro Sabella, declarava numa entrevista que o governo Kirchner “é o que mais pensou num país distributivo, para acolher os que menos têm”.

Analistas prevêem que o governo use os gols de Messi como distração para o anúncio de medidas impopulares como aumento de impostos. Durante o período do Mundial, coincidentemente, foram marcadas audiências e interrogatórios a envolvidos com escândalos de corrupção.

Uruguai

O caso uruguaio é o mais parecido com o brasileiro. Assim como o Brasil, o Uruguai também terá eleições em outubro. Mas o presidente José Mujica não pode ser reeleito como Dilma Rousseff. O candidato de Mujica à sucessão, o ex-presidente Tabaré Vázquez, também não tem a vitória assegurada no primeiro turno. Os uruguaios confiam que o fantasma de 1950 ainda ronde o Maracanã.

No anterior Mundial, na África do Sul, o Uruguai chegou às semi-finais e Diego Forlán foi eleito o melhor jogador. “Só com isso, as buscas na Internet com as palavras “Uruguai” e “Forlán” aumentaram 3.000%”, ressaltou à RFI a ministra do Turismo do Uruguai, Liliam Kerchechian.

Também logo após o bom desempenho na África do Sul, o então presidente Tabaré Vázquez conseguiu eleger o seu sucessor, o atual presidente, José Mujica. Quatro anos depois, agora é Mujica quem tenta devolver o título.

Há duas semanas, o próprio Mujica declarou que “se o Uruguai não ganhar, que ganhe o Brasil”. O desejo uruguaio tem uma explicação solidária com Dilma Rousseff: Mujica sabe que uma decepção popular com a seleção brasileira poderia ter consequências eleitorais no Brasil e ser o combustível para as manifestações contra o governo.

“Para o Brasil, hoje ser sede tornou-se mais um risco certo do que uma oportunidade política. Um resultado insatisfatório poderia seguramente ter o efeito contrário. Para o país que mais taças ganhou, não ganhar quando se joga em casa, seria como deixar um sabor amargo”, avalia o prestigioso cientista político Rosendo Fraga, diretor do centro de estudos Nova Maioria.

Ex-presidente uruguaio Vázquez se consolida como candidato da esquerda

02. Junho 2014 – 14:59

Por Malena Castaldi

MONTEVIDÉU (Reuters) – O ex-presidente do Uruguai Tabaré Vázquez foi escolhido como candidato único pela coalizão Frente Ampla para disputar, em outubro, a Presidência do país. Caso vitorioso, ele levará a esquerda a governar pelo terceiro período consecutivo. 

Os resultados oficiais preliminares das eleições internas dos partidos, realizadas no domingo, mostraram que Vázquez, antecessor do presidente José Mujica, venceu por ampla diferença sua única concorrente, a senadora Constanza Moreira.

O Tribunal Eleitoral informou na madrugada desta segunda-feira que Vázquez obteve 82 por cento dos votos da Frente Ampla, Tendo sido conferidas 31,1 por cento das cédulas. Constanza conseguiu 17,7 por cento. 

Os resultados confirmaram as pesquisas de boca-de-urna informadas mais cedo por consultorias de pesquisa de opinião.

Vázquez comprometeu-se, em um discurso no domingo, a reduzir a carga tributária, lutar contra a inflação e aumentar os planos sociais e educacionais. 

Médico por profissão, ele foi o primeiro presidente uruguaio de esquerda, entre 2005 e 2010, e, segundo pesquisas recentes, teria muitas chances de ser o sucessor de Mujica para o período de 2015 a 2020. 

A última pesquisa da Equipos Consultores revelou que a Frente Ampla conta com apoio de 44 por cento da população, enquanto o tradicional Partido Nacional tem 26 por cento, e o Partido Colorado, 16 por cento. 

Caso vença as eleições, em outubro ou em novembro, a Frente Ampla obteria seu terceiro governo seguido, tornando-se o único partido político a conseguir isso após a ditadura que regeu o país de 1973 a 1985. 

Pedro Bordaberry foi eleito candidato único do Partido Colorado, com 68,4 por cento dos votos. Ele é filho do ex-ditador Juan María Bordaberry.

A disputa interna do Partido Nacional foi mais acirrada. O deputado Luis Lacalle Pou, filho do ex-presidente Luis Alberto Lacalle, obteve 57 por cento. 

(Reportagem adicional de Irene Schreiber)

Reuters

Entram em vigor as regras para mercado legal de maconha no Uruguai

Agência Brasil

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 A partir de desta terça-feira, a maconha poderá ser produzida e comercializada no Uruguai e o país terá um mercado regulamentado para o produto. Nessa segunda-feira, o presidente uruguaio, José Mujica, e o Conselho de Ministros do governo assinaram o decreto que regulamenta a Lei 19.172 – aprovada em dezembro do ano passado.
 
O consumo já era descriminalizado no Uruguai, mas o país é o primeiro do mundo a legalizar a produção e a venda do produto. O decreto estabeleceu as regras de produção, consumo, comercialização e as quantidades que poderão ser compradas por usuário –  máximo de dez gramas por semana.
 
O preço máximo de cada grama deverá ser inferior a US$ 1 e o gasto mensal não poderá ultrapassar a US$ 35. Também foram estabelecidas quantidades para o cultivo em residências (seis plantas por domicílio) e a criação de associações  que serão chamadas de clubes. O produto também poderá ser vendido em farmácias autorizadas pelo governo.
 
Os cultivadores autônomos deverão ser maiores de 18 anos e cadastrados para o plantio. Eles terão permissão para cultivar qualquer variedade de maconha, mas deverão registrar os cultivos no Instituto de Regulação e Controle da Canabis (Irca). O próprio governo plantará cinco variedades da planta, que serão comercializadas nas farmácias credenciadas.
 
A expectativa da Junta Nacional de Drogas do país é que até novembro a maconha possa ser vendida nas farmácias. Para regular a quantidade comprada, cada usuário deverá ser registrado por meio da impressão digital, medida adotada para proteger a identidade.
 
O órgão estima que o mercado regulado deverá atender a 25% do mercado consumidor. No último sábado (3), o presidente Mujica deu detalhes sobre a regulamentação da lei, durante um pronunciamento, e voltou a relacionar o novo modelo estabelecido com a necessidade de combater o narcotráfico.
 
“Queremos dar um golpe no narcotráfico, tirando dele parte do mercado. Nenhum vício é bom, o único que sugiro aos jovens é o amor”, disse Mujica, em pronunciamento publicado no site da Presidência do Uruguai.
 
O governo planeja abrir um concurso público na próxima quinzena para a concessão de licenças para a produção de maconha e a venda nas farmácias.
 
Com relação às regras de consumo, a lei proíbe fumar maconha em espaços fechados, ambientes de trabalho ou educativos, em áreas de saúde, no transporte público, em ambulâncias ou no transporte escolar.
 
Também não é permitido dirigir sob efeito da droga – em caso de suspeita, será feito teste de saliva. Além disso, não serão permitidos eventos que façam apologia ao uso da maconha ou que incentivem o consumo.

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio