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Funcionários da USP protestam contra prisão de aluno

Um protesto com cerca de 40 funcionários da Universidade de São Paulo (USP) interditou a rua Alvarenga, na altura da avenida Afrânio Peixoto, na zona oeste de São Paulo. O grupo protesta por aumento salarial e reivindicam a liberação de Fábio Hideki Harano, um jovem que estuda ciências sociais na universidade e trabalha no Centro de Saúde Escola, no Butantã, que foi preso na última segunda-feira após um protesto contra a Copa, na avenida Paulista.

Em nota divulgada na última terça, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) informou que Fábio participava de uma “manifestação política legítima” e que ele estaria “sendo criminalizado pela repressão policial”. Hideki e outro manifestante foram detidos e acusados de porte de artefatos explosivos, associação criminosa e incitação de violência.

Segundo a Polícia Militar, os manifestantes bloqueiam a Portão 1 do Cidade Universitária.

Fonte: Terra

USP e Unicamp avançam no top 10 dos Brics

A Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) avançaram no ranking dos chamados Brics. Entre as instituições de ensino do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, as duas ascenderam um lugar cada na lista.

A USP, que esteve no 8.º lugar em 2013, foi para a 7.ª posição. A Unicamp saiu da 10.ª posição do ano anterior e agora atinge a 9.ª. O estudo é elaborado pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds, especializada em ensino superior.

O mesmo grupo havia anunciado, no mês de maio, que a USP tinha perdido a primeira posição no ranking de instituições latino-americanas, liderança assumida pela Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC). A universidade figurava no primeiro lugar desde 2011, quando o ranking foi criado.

A Universidade Tsinghua, na China está em primeiro lugar no ranking. Outras quatro instituições chinesas figuram nas 10 posições iniciais: Universidade de Ciência e Tecnologia da China, Fudan, Nanjing e Shanghai Jiao Tong. Rússia (3.ª) e África do Sul (10.ª) dividem as posições remanescentes.

Ministério Público investiga denúncia de tráfico de órgãos na USP

Correio do Brasil|BBC

Serviço de Verificação de Óbitos, na Faculdade de Medicina da USPO Ministério Público de São Paulo está investigando denúncias sobre venda ilegal de órgãos para faculdades e hospitais particulares por funcionários do Serviço de Verificação de Óbitos da capital (SVO), entidade que faz parte da Faculdade de Medicina da USP.

A Promotoria suspeita que o serviço, que fica dentro do Hospital das Clínicas, seria omisso na busca por familiares de pessoas que morreram sem amigos ou parentes por perto. Segundo investigação do MP, sem pedir autorização às famílias, o SVO conseguiria extrair e vender órgãos ilegalmente para uma rede de instituições de pesquisa e atendimento médico.
Segundo a Promotoria, pelo menos duas testemunhas que trabalham diretamente com o serviço alegaram ter presenciado a retirada e venda de órgãos de cadáveres não-reclamados por parentes. Entidade estadual, o SVO é responsável por identificar, por meio de autópsias, as causas de mortes naturais de pessoas desacompanhadas – em geral ocorridas nas ruas ou em hospitais públicos – na cidade de São Paulo.
Em entrevista por telefone na semana passada, o médico Luiz Fernando Ferraz da Silva, atual diretor do SVO e professor de patologia da Faculdade de Medicina da USP, afirmou que órgãos são retirados apenas “em situações específicas”.
– Em geral, os corpos são sepultados em conjunto. Existem situações específicas em que os órgãos são utilizados, sempre com finalidade de pesquisa, e isso não se aplica a pacientes não-reclamados – afirmou.
Questionado ontem sobre as suspeitas de que corpos não-reclamados seriam vendidos pelo SVO para hospitais e clínicas particulares, o diretor limitou-se a responder que “todas as informações que forem solicitadas pela promotoria do Ministério Público, sobre qualquer investigação, serão diretamente encaminhadas a eles”.
A promotoria ainda não tem certeza sobre a finalidade da suposta venda de órgãos. Até agora, a investigação aponta que eles seriam vendidos para uso em pesquisas — e não para transplantes.
Autópsias
Segundo investigação conduzida pela promotora pública Eliana Vendramini, do Programa de Identificação e Localização de Desaparecidos (PLID), 3 mil corpos de pessoas com documentos de identificação saíram das salas de autópsias do SVO direto para valas comuns nos últimos 15 anos.
Questionado sobre a quantidade de corpos que tiveram órgãos retirados neste período, o médico disse não querer se antecipar. “Parte destas informações já foram encaminhadas e os dados complementares solicitados serão encaminhados conforme informado na mesma resposta ao MP.”
O comércio de órgãos é proibido por lei no Brasil. Segundo a legislação, criada em 1997, tecidos, órgãos e partes do corpo humano só podem ser “dispostos gratuitamente”, por meio de doações.
A promotora diz que o Ministério Público ainda não sabe quantos corpos teriam tido partes retiradas dentro do SVO. Também não há provas materiais sobre a venda de órgãos.
Segundo Vendramini, a “omissão do serviço” em localizar parentes, a “dificuldade de acesso aos documentos” do SVO e as denúncias de testemunhas deflagraram a investigação, que começou em novembro do ano passado.
– Corpos não são propriedade privada”, diz Vendramini. “Precisamos saber que controle eles têm sobre os órgãos que eles retiram e utilizam. Isso (não divulgar estas informações) interessa a quem? – indaga.
‘Oco’
À agência britânica de notícias BBC conversou com a taxista Maria Cecilia Leão Correa, que teve pai e sogro enterrados no cemitério de Perus como indigentes após passarem pelo SVO.
Depois de encontrá-los em vala comum, ela tentou transferir o corpo do pai para o jazigo da família, em Itapecirica da Serra, região metropolitana de São Paulo, mas teve uma surpresa.
– O coveiro disse que não valia a pena. Falou que ele foi enterrado sem nenhum órgão, totalmente irreconhecível. Simplesmente ‘tacaram’ ele oco numa cova – disse.
Questionado pela reportagem na semana passada, o diretor do SVO, Ferraz da Silva, disse que não avaliou “cada caso isoladamente”.
Ao pedido de verificação sobre este óbito, ele respondeu que não teria “como checar e verificar o caso específico” do pai de Cecília.
Em abril, reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que o MP identificou 3 mil mortos com RG que foram enterrados como indigentes. Desde então, segundo Ferraz da Silva, o SVO da capital alterou seus procedimentos de identificação.
Antes, os cadáveres não reclamados por parentes ficavam oficialmente no SVO por 72 horas, seguindo uma norma estadual de 1993. Se os familiares não procurassem espontaneamente o serviço, os corpos eram enterrados como indigentes, mesmo com documentos de identificação em dia.
– Temos uma nova portaria que começou a valer logo após a reportagem – disse à agência britânica de notícias BBC o diretor do serviço. “O SVO está colhendo informações como fotos do rosto ou marcas de identificação, impressões digitais e fragmentos de tecido. Estes dados estão sendo encaminhados para a Delegacia de Investigação sobre Pessoas Desaparecidas”.
Segundo ele, os sepultamentos agora são realizados 10 dias após esta comunicação.
Para a Promotoria, a alteração no procedimento reforça a suspeita de uso irregular dos órgãos.
– Durante anos eles souberam que centenas de pessoas eram enterradas erradamente em vala comum. É estranho mudarem o processo só depois da história vir à tona – diz Vendramini.
Responsabilidade
Ainda segundo o médico Ferraz da Silva, o SVO não teria obrigação de procurar sozinho pelos familiares dos desaparecidos.
– O SVO não tem atribuição por lei de avisar os parentes. Entendemos que a responsabilidade é compartilhada com a Secretaria de Segurança no sentido de que devemos fornecer a eles, sempre que solicitadas, quaisquer informações disponíveis de casos encaminhados a este serviço – afirmou.
Para o MP, por mais que a obrigação não esteja determinada em lei, o aviso aos familiares seria “questão de bom senso”.
– Há situações de mortos com até seis telefones cujas famílias não foram procuradas”, contra-argumenta Vendramini. “Enterrar como indigentes pessoas que poderiam ser sepultadas pelos familiares é gasto de dinheiro público. Faz parte do trabalho deles avisar aos familiares – diz a promotora.
À BBC, o diretor do SVO também afirmou que o total de erros diminuiu nos últimos anos. “Ali perto dos anos 2000 a média era de 400 casos (de pessoas identificadas enterradas como indigentes) por ano. Agora está perto de 100.”

Novo currículo do Direito da USP está ameaçado

31/05/2014 

São Paulo, 31/05/2014, 31 – A reforma do curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), prevista para entrar em vigor em 2015, está ameaçada. O Departamento de Direito Civil da Faculdade de Direito do Largo São Francisco rejeitou a proposta poucos dias antes de a unidade encaminhar o projeto final à Pró-reitoria de graduação. Pelas regras da USP, para um curso sofrer mudanças, é preciso ter a aprovação de todos os departamentos.

Na última reunião da Congregação da unidade, anteontem, representantes do Direito Civil rejeitaram o novo projeto político pedagógico (PPP), que prevê mudanças curriculares, alegando que o departamento não poderia abrir mão de algumas de suas disciplinas obrigatórias em detrimento de mais disciplinas optativas. Os outros oito departamentos concordaram com a medida.

A mudança surpreendeu setores da universidade. O Departamento de Direito Civil concordava com o projeto, mas mudou de opinião na última reunião. “O pacto era de cada departamento se ajustar, porque cada um vai ter de ceder um pouco. Como hoje, nas universidades mais modernas do mundo, há um número maior de disciplinas opcionais, tem de ter menos disciplinas obrigatórias. Houve resistência nos departamentos, mas só o Direito Civil não cedeu, entendendo que as disciplinas deles são mais importantes, o que não é muito republicano”, disse o diretor da Faculdade de Direito, José Rogério Cruz e Tucci.

O presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, Igor Moreno, afirma que a mudança curricular é uma reivindicação antiga dos alunos. “Os estudantes são favoráveis a esse PPP e tanto alunos quanto professores e departamentos foram ouvidos no processo de elaboração da proposta”, disse.

O diretor do Departamento de Direito Civil, Carlos Alberto Dabus Maluf, foi procurado, mas, até a noite de ontem, não havia se manifestado.

Maioria

Mesmo com a oposição do Direito Civil, a Congregação da Faculdade de Direito aprovou as mudanças, porque entendeu que a maioria dos departamentos concordou com o projeto e que as ressalvas podem ser discutidas e acatadas. Para ser colocado em prática, no entanto, o PPP ainda deve ser encaminhado para o Conselho de Graduação da USP, presidido pelo pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes. Ainda não há data de quando o PPP entrará na pauta de reuniões do conselho.

Segundo professores e alunos que fazem parte da Congregação, mesmo com regras que peçam a concordância de todos os departamentos, o projeto ainda pode ser aprovado na USP se o Conselho de Graduação entender que o Direito Civil não vetou, mas apenas fez ressalvas às mudanças. Se o ofício for interpretado como um veto, porém, um novo projeto político pedagógico terá de ser apresentado em 2015 à Pró-reitoria de Graduação e só entrará em vigor em 2016.

USP perde liderança em ranking da América Latina

27/05/2014 

São Paulo, 27 – A Universidade de São Paulo (USP) perdeu a primeira posição no ranking de universidades latino-americanas do grupo Quacquarelli Symonds (QS) University Rankings, uma publicação britânica que faz alguns dos principais rankings universitários do mundo. Quem tomou a liderança neste ano foi a Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC). A USP – que vinha ocupando a primeira posição desde que o ranking da América Latina havia sido criado, em 2011 – neste ano aparece em segundo lugar.

Segundo o QS, embora a USP se destaque no número de pesquisas publicadas, UC liderou neste ano por causa do impacto das pesquisas, com citações de artigos em publicações internacionais. A UC também apresentou um bom número de alunos em sala de aula por professor e teve bons índices de citação na internet (Webometrics).

As outras universidades mais bem no ranking colocadas são a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que se manteve no 3º lugar, a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que saiu do 8º em 2013 para o 4º lugar em 2014, e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), que saiu do 11º lugar no ano passado para o 9º neste ano. As universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) empataram em 10º lugar neste ano. A UFMG estava em 10º lugar no ano passado e a UFRGS em 14º.

Segundo o editor sênior do site de rankings do WS, Danny Byrne, a queda da USP não é uma “indicativa de uma tendência geral para as instituições brasileiras.” O Brasil aparece neste ano com 10 das 20 melhores universidades da América Latina – duas a mais que no ano passado. Ele explica que o indicador em que as universidades brasileiras lideram é o número de artigos por docente, o índice que mede a produtividade em pesquisa.

“As oito melhores instituições neste indicador são brasileiras, com apenas a Universidade do Chile no top 10. A USP melhorou sua posição no QS World University Rankings, nos últimos quatro anos, passando da colocação 207ª, em 2009, para a 127ª posição, em 2013”, pondera Byrne.

O ranking latino-americano lista, ao todo, 300 instituições de ensino. Os países que possuem mais universidades na lista são Brasil (88), México (69), Colômbia (51), Chile (40), Argentina (39), Peru (17), República Dominicana (11), Equador (11), Venezuela (9).

Veja a lista as instituições que ocupam as 10 primeiras posições:

1 – Pontifícia Universidade Católica do Chile

2 – Universidade de São Paulo (USP)

3 – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

4 – Universidade Federal do Rio de Janeiro

5 – Universidade de Los Andes – Colômbia

6 – Universidade do Chile

7 – Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey

8 – Universidade Nacional Autônoma do México

9 – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)

10 – Universidade Federal de Minas Gerais

10 – Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Aluna negra é barrada na portaria da Faculdade de Medicina da USP

DIÁRIO DA MANHÃ|TALLITA GUIMARÃES

ImagemA Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo abriu sindicância para investigar o caso de uma aluna negra que foi barrada por seguranças na portaria da instituição, no mês passado. A aluna do curso de Saúde Pública, teve o acesso vetado por dois vigilantes, funcionários terceirizados da USP, que pediram para que ela apresentasse o crachá.

Mesmo após apresentar a identificação (como aluna), Mônica Gonçalves disse que a entrada não foi liberada. Segundo a estudante, ela falou aos vigilantes que encontraria amigos na sala do centro acadêmico de seu curso e, porém, segundo eles, outras pessoas circulavam normalmente no prédio. Mônica entrou na instituição escoltada por um dos vigilantes.

O episódio revoltou colegas, o que motivou uma nota crítica do centro acadêmico da Faculdade de Saúde Pública. A escola afirmou que repudia esse tipo de preconceito e vai apurar o caso.

USP, Unesp e Unicamp divulgam calendário do vestibular 2015

10/05/2014
USP, Unesp e Unicamp divulgam calendário do vestibular 2015
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Créditos: Divulgação
As principais universidades estaduais do Estado de São Paulo divulgaram as primeiras informações sobre o calendário do Vestibular 2015. Confira as datas e mudanças anunciadas no processo seletivo da Universidade de São Paulo, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e Universidade Estadual de Campinas. (Da redação)
 
USP (Fuvest)
Inscrições: de 22 de agosto a 8 de outubro de 2014
Primeira Fase: 30 de novembro de 2014
Segunda Fase: 4, 5 e 6 de janeiro de 2015
Resultado da primeira chamada: 31 de janeiro de 2015
Mais informações: http://www.fuvest.br/vest2015/
 
Unesp
Inscrições: de 15 de setembro a 10 de outubro de 2014
Primeira Fase: 16 de novembro de 2014
Segunda Fase: 14 e 15 de dezembro de 2014
Resultado final: 28 de janeiro de 2015.
Mais informações: http://www.vestibular.unesp.br
 
Unicamp
Inscrições: de 11 de agosto a 11 de setembro de 2014
Primeira Fase: 23 de novembro de 2014
Segunda Fase: 11, 12 e 13 de janeiro de 2015. 
Habilidades Específicas: 25 a 29 de setembro (Música) de 2014 e 19 a 22 de janeiro de 2015 (Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança)
Resultado final e chamada para matrícula virtual: 2 de Fevereiro de 2015
 
A prova de Redação será aplicada na segunda fase, e a primeira fase passa a ser composta por 90 questões de múltipla escolha (Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Filosofia, Sociologia, Física, Química, Biologia, Inglês, além de questões interdisciplinares) 
 
Mais informações: http://www.comvest.unicamp.br

Assaltos crescem na região da USP, e crimes já ultrapassam metas em 64%

Um mês depois de ter seu carro roubado na porta de casa, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, o químico Carlos Alberto da Costa Maio, de 58 anos, voltou anteontem ao 93.º DP para dizer que não era preciso mais avisar se seu Chery Tigo fosse encontrado. “Já recebi o dinheiro do seguro. Não quero saber de mais nada”, diz ele, que, após ser assaltado, andou 1,5 quilômetro sem encontrar um policial. 
 
A delegacia, responsável pela área que inclui a Cidade Universitária e quatro grandes favelas, foi a que mais extrapolou a meta trimestral. Foram 365 casos só nos primeiros dois meses deste ano, ante 222 de janeiro a março do ano passado um aumento de 64%.
 
Pequenos roubos perto da Ponte do Jaguaré e da Avenida Corifeu de Azevedo Marques engrossam a alta. A explicação, segundo a polícia, é que, nesses pontos, jovens assaltantes conseguem escapar para as favelas. 
 
Na Universidade de São Paulo (USP) acontecem cerca de um terço das ocorrências registradas no DP. A Reitoria da USP confirma, em nota, que “na região do distrito do Butantã e entorno, o que inclui a Cidade Universitária, têm ocorrido diversos casos de roubo”. 
 
Morumbi

A 4 km do Jaguaré, no Morumbi, na zona sul, a criminalidade não perdoa nem os bairros ao redor da sede do governo do Estado. No 34.º DP (Vila Sônia), a assistente administrativa Luciana Borba, de 33 anos, registrou nesta semana o segundo assalto em seis meses. O mais recente, na terça-feira, acabou com a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e dois helicópteros, o Águia da PM e o de um canal de TV, no encalço dos bandidos. Ninguém foi encontrado. 

 
“Quando cheguei no meio da minha casa, vi o vulto e pensei: ‘vou levar um tiro na cara’, lembra Luciana. Segundo ela, um policial disse que “o roubo era pessoal”. “Ele me disse: ‘é com você’. Levaram as mesmas coisas. Esperaram eu comprar tudo de novo para roubar tudo de novo”, lamenta.

Burocracia prejudica reforma do campus da USP em Santos

A Tribuna|Leopoldo Figueiredo

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Mais de dois anos após o início das aulas no Campus Santos, a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) ainda espera a cessão e a entrega definitiva do imóvel onde estão as salas de ensino. Oficialmente, o centenário casarão da antiga Escola Estadual Cesário Bastos, na Vila Mathias, permanece com a Secretaria de Estado da Educação, que não desocupou todos os andares. E sem o termo transferindo o local para a USP, não há como iniciar as reformas que vão adaptá-lo para atender as demandas dos estudantes.

A situação é “preocupante”, diz o diretor da Poli-USP, José Roberto Castilho Piqueira, em entrevista a A Tribuna. Ele explica que, como não consegue iniciar as obras programadas, os estudantes acabam tendo de utilizar um imóvel “em condições precaríssimas”. Sem construir os laboratórios necessários aos cursos, o educador já cogita a possibilidade de, a partir do próximo ano, uma parcela dos alunos ter de ser levada para a Cidade Universitária, na Capital, durante alguns dias da semana para ter parte das aulas.

O Campus Santos da Politécnica iniciou suas atividades em fevereiro de 2012, no antigo prédio da Cesário Bastos. Ali, teve início a primeira turma do curso de Engenharia de Petróleo da unidade, com dez alunos. Hoje, são três classes: a que está no primeiro ano, com 50 estudantes, a do segundo, com outros 50, e a pioneira, com os dez que já estão no terceiro ano.

A princípio, o imóvel seria compartilhado por dois anos com a Diretoria Regional de Ensino de Santos, que já utilizava o prédio e seria transferida. Em setembro do ano passado, o órgão finalmente anunciou sua mudança. Mas, segundo Piqueira, até agora a Diretoria ainda não retirou seu arquivo morto de um dos andares.

“Em um primeiro momento, nós ficamos com um andar (do prédio) porque, nos outros, estava a Secretaria de Educação (especificamente, a Diretoria Regional de Ensino). Ela só saiu recentemente, mas deixou um entulho infinito num andar. Nós temos um andar inteirinho ocupado por entulho da secretaria, que a gente pede para tirar e não consegue”, afirma o diretor.

A Escola Politécnica espera a entrega tanto física como burocrática do prédio, uma vez que a USP ainda aguarda o termo de cessão do imóvel. “Nós não conseguimos até hoje colocar as coisas em ordem. As pessoas disseram: ‘Agora vocês podem ficar com o prédio’. Mas não tem um papel dizendo assim. Oficialmente, o prédio não é nosso. Temos a permissão de uso, mas não temos a propriedade”, explica Piqueira.

Essa documentação é necessária, afirma o diretor, pois somente com ela é possível iniciar a reforma do casarão, construído em 1900 pelo arquiteto Ramos de Azevedo (1851- 1928) e tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa). Segundo o educador, a demora para o início dessas obras já prejudica os alunos.

“Nós temos uma parte do teto que está caindo. Tivemos de interditar (uma parte dos sanitários, que fica embaixo da área do telhado danificada) para que nossos alunos não tenham risco”, contou.

Laboratórios

No ano passado, o projeto de restauração do prédio foi orçado em R$ 6 milhões. Ele prevê o conserto das estruturas danificadas – como no caso do telhado – e a adaptação do imóvel para receber efetivamente as aulas do curso de Engenharia de Petróleo e dos demais programas de graduação planejados pela Escola Politécnica. O problema é que essas instalações já serão necessárias no próximo ano, quando a primeira turma do campus chegar ao quarto ano do curso.

Diante da possibilidade de os laboratórios não estarem prontos em 2015, o diretor da Poli considera possível contornar o problema levando os dez alunos dessa turma para ter parte das aulas na Cidade Universitária. Mas a situação ficará mais crítica se essas salas não estiverem prontas em 2016, quando a segunda turma, com 50 estudantes, hoje no segundo ano, chegar ao quarto ano.

“Minha preocupação é que nós temos de ter ações emergenciais. E para termos essas ações, elas estão relacionadas à recuperação do prédio. Se as obras atrasarem ainda mais, passamos a ter risco. Nós até aguentamos esses dez alunos (indo para São Paulo) durante um ano, mas e os 50?”, questiona.

Piqueira defende a construção dos laboratórios como uma medida essencial para os cursos da Poli. “Hoje, a Escola Politécnica está totalmente impedida de fazer as obras e montar seus laboratórios. Um curso de Engenharia não se dá em uma esquina, não se dá em uma escolinha. Um curso de Engenharia precisa ter laboratório de Física, laboratório de Química. Imagine um curso de Engenharia de Petróleo. Se tem um curso de Engenharia de Petróleo que não tem isso, é picaretagem”.

Além de cobrar a entrega do casarão e o termo de cessão do imóvel, o diretor da Politécnica pede mais atenção – e verbas – da Secretaria de Estado do Desenvolvimento e do próprio Governo do Estado para a efetiva implantação do Campus Santos da USP.

“O gargalo, hoje, está na Secretaria de Estado da Educação e nos projetos de recuperação do prédio atual. Mas há a falta de recursos. Desses recursos, parte tem de ser da USP e parte deve ser de algum aporte especial de alguma secretaria”, afirma Piqueira, citando mais uma batalha que terá de travar para consolidar a presença da Poli-USP na Baixada Santista.

 

noticias gerais e, especificamente, do bairro do Brás, principalmente do comércio