Ato em São Paulo pede mudanças na política econômica e defesa da democracia

Convocada por centrais sindicais e movimentos populares, manifestação reuniu 75 mil pessoas, segundo organizadores.

Brasil de Fato

Milhares de pessoas saíram às ruas de São Paulo nesta quinta-feira (20). Convocada por entidades sindicais, movimentos populares do campo e da cidade e organizações da juventude, a manifestação na capital paulista fez parte de uma série de protestos organizados em todo o país. 75 mil pessoas estiveram presentes, segundo os organizadores. Para a Secretaria de Segurança Pública, foram 40 mil.

Os manifestantes começaram a se reunir às 17h no Largo da Batata, região oeste da cidade. Às 19h, começaram uma marcha rumo ao Masp, na Avenida Paulista. Estavam presentes militantes do MTST, da UNE, da CUT, do MST, da CMP, do Levante Popular da Juventude, entre outras organizações.

Bandeiras

A manifestação foi convocada com o objetivo de se contrapor à atual política econômica do governo, sintetizada no ajuste fiscal. Por outro lado, também se reivindicava a defesa da legalidade e da estabilidade democrática.

“O ato é fundamental para mandar um recado, não só pra Dilma, mas também para as elites brasileiras. Somos contra o golpe, porque aceitamos a decisão do povo brasileiro, mas também somos contra o ajuste fiscal”, resumiu Maria Fernanda Marcelino, da Marcha Mundial das Mulheres. Ela também lembrou que os impactos do ajuste recaem de forma desigual sobre as mulheres: “quando se precariza, se reduz investimento em serviços públicos, esses serviços recaem sobre as mulheres”.

Simone Pereira, do MST, reforçou a ideia de que o ajuste fiscal prejudica os avanços dos últimos anos, prejudicando também a situação no campo. “Dilma precisa dar atenção para quem de fato está do lado dela. Na medida em que existem os cortes, aumenta o número de famílias sem terra, aumenta a falta de acesso aos investimentos para produzir alimentos saudáveis para o povo brasileiro”.

Esperança

A manifestação também contou com a participação de pessoas não vinculadas a movimentos ou organizações, e que concordam com as pautas defendidas. Ramon Koelle, advogado, foi um deles: “Dilma, o povo votou em você e está junto, mas tem uma coisa: quem tem que pagar pela crise econômica são os ricos, não os pobres”.

Apesar da conjuntura complexa, as organizações presentes demonstravam esperança. “Queremos demonstrar para o conjunto da classe trabalhadora que se unirmos forças é possível garantir uma pauta progressista”, afirmou João Paulo Rodrigues.

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