Rio: mais de 20 mil pessoas participam de ato em defesa da democracia

A manifestação foi para “enviar um recado claro à sociedade brasileira de que os atos de rua devem ser feitos com amor, com perspectiva de futuro; e para defender a democracia”, disse ex-diretor da UNE.

21/08/2015

Brasil de Fato | Fania Rodrigues, do Rio de Janeiro

Ato no Rio | Fotos: BdF

O centro do Rio de Janeiro parou nesta quinta-feira (20). Certa de 20 mil trabalhadores, estudantes, militantes de movimentos populares e de partidos de esquerda lotaram a avenida Rio Branco e a praça da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro.

Entre as pautas do protesto estavam a luta pela garantia de direitos trabalhistas, contra o ajuste fiscal, em defesa da Petrobras e contra o golpe ao Governo Dilma. Durante o protesto, os manifestantes também pediram o afastamento do presidente da Câmara, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi denunciado pela Procuradoria Geral da República, nesta mesma quinta.

Os manifestantes também levaram cartazes com a frase “não vai ter golpe” e “em defesa da democracia”. Leo Alves Vieira, neto de Mario Alves, militante do PCBR e que morreu sob tortura dentro do DOI-CODI, em 1970, esteve no ato para defender a democracia. “Quem pede golpe é porque não conhece a história do nosso país. Infelizmente nosso país não possui memória e não tem por causa do golpe. Então chega de golpe”, enfatizou.

Já a bancária Jô Portilho ressaltou “esse é um ato de trabalhadores, que é a grande maioria da população brasileira. Um ato das pessoas que querem um país melhor, que querem continuar com as políticas públicas e com um projeto político que não o que a direita quer para nosso país. Aqui é trabalhador mesmo, não é ‘oba oba’”.

Dia de luta

A jornada de manifestações começou cedo, com uma concentração na Cinelândia, às 11h e um protesto em frente o Ministério da Fazenda, no centro da cidade. Mais tarde, às 14h, foi realizada uma panfletagem no Largo da Carioca. E no final dia, a grande marcha começou com a concentração, às 15h, na Candelária. Às 17h a marcha arrancou para Cinelândia, onde foi realizado um ato show, música, poesia, dança e teatro. Tudo feito com artistas voluntários.

Para o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes e militante do PCdoB, Daniel Iliescu, o ato também teve como objetivo “enviar um recado claro à sociedade brasileira de que os atos de rua devem ser feitos com amor, com perspectiva de futuro, não com ódio, como a gente vê hoje aparecendo no discurso de alguns brasileiros. Também estamos aqui para defender a democracia”.

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