USP suspende novo prédio do campus em Santos e relata crise financeira

A Tribuna/Leonardo Costas

A construção do novo edifício da Universidade de São Paulo (USP) em Santos está suspensa. Segundo a instituição, a decisão faz parte de uma série de medidas adotadas para superar uma crise financeira. Porém, o curso de Engenharia de Petróleo da USP, na sede da antiga Escola Estadual Cesário Bastos, na Vila Mathias, não está ameaçado de ser cancelado.
 
Prevista para ser erguida atrás do antigo casarão onde atualmente ocorrem as aulas, a nova edificação teria o investimento de R$ 68,6 milhões da USP. Segundo o diretor da Escola Politécnica da Universidade, José Roberto Castilho Piqueira, agora a obra só pode ser realizada com parcerias.
 
“Para o segundo prédio serão captados recursos no sistema produtivo com colaboradores interessados em fazer doações para viabilizar a construção do mesmo”, diz.
 
Nesta semana, Marco Antonio Zago, reitor da USP (assumiu o posto em janeiro), enviou uma carta aos docentes, funcionários e alunos da instituição. A Tribuna teve acesso ao seu teor. Nela, há um trecho relacionado diretamente ao prédio projetado para Santos.
 
“Todas as novas contratações de pessoal foram suspensas por tempo indeterminado, incluindo as substituições de aposentados ou demitidos. Novas construções tiveram que ser suspensas, sem consideração de prioridade ou interesse acadêmico: simplesmente não há recursos para atender a novos prédios”.
 
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A nova edificação estava prevista para ser erguida atrás do antigo casarão onde atualmente ocorrem as aulas

Crise

Conforme o comunicado, Zago tomará uma série de medidas para recolocar a USP em situação de normalidade financeira.
 
Ele diz ainda que muitos podem pensar que a queda progressiva ocorreu exclusivamente por conta da construção de novos prédios ou porque a universidade passou a financiar alguns programas no âmbito da graduação e da pesquisa, e promover, de forma mais ousada, ações de internacionalização dos nossos pesquisadores e da pós-graduação.
 
“Mas não é isso que está na raiz dos nossos problemas. O cerne da dificuldade que se apresenta é que saímos, em 2011, de uma relação que estava próxima de 80% para gastos com pessoal e 20% para investimentos e outros custeios (considerada saudável para uma universidade) para uma relação que ultrapassou a casa dos 100% para pessoal no ano de 2013”.
 
E segue: “Isso significa que cada licitação feita por uma Unidade de Ensino e Pesquisa para manter as suas atividades normais terá que onerar, necessariamente, a reserva que ainda resta para a Universidade. E, no ritmo em que as coisas vinham acontecendo, essa reserva tinha data certa para acabar”.
 
Por fim, Zago admite que essa política, mantida por um prazo longo, poderá trazer prejuízos para a instituição. “Mas vamos atuar para minimizar os efeitos negativos buscando atender às situações de maior emergência ou gravidade”. 

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