Médico e candidato são presos por fraudar prova de vestibular em Santos

A Tribuna | Eduardo Velozo Fuccia

Um médico de Manaus (AM) foi preso em flagrante por se passar por um vestibulando de Medicina da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) para fazer a prova do processo seletivo no lugar dele. Do lado de fora da instituição, o beneficiário da fraude foi apontado a policiais civis, sendo também capturado.
O delegado Edmilson Sanches, da Central de Polícia Judiciária (CPJ), autuou os acusados por estelionato e falsificação de documento público, cujas penas somadas variam de 3 a 11 anos de reclusão. Ambos foram removidos à cadeia do 5º DP de Santos.
A discrepância entre a aparência do médico Paulo Henrique Magalhães, de 30 anos, com o sobrenome nipônico do documento de identidade que ele portava, em nome de Ricardo Eidi Yokoyama, chamou a atenção de fiscais do vestibular.
Diante da denúncia de que candidatos de outros estados usariam ponto eletrônico para receber as respostas de vestibulandos denominados “pilotos” (passadores de cola profissionais), quem não era de São Paulo passou por uma inspeção ainda mais rigorosa.
Por meio da checagem das listagens dos vestibulandos, verificou-se que Ricardo Yokoyama, de 26 anos, mora em Manaus, mas não apresentava qualquer traço oriental. Solicitado a apresentar o seu RG, o candidato exibiu um documento plastificado, o que é irregular.
Paulo Henrique era quem fazia a prova. Ele colocou a sua foto sobre a do titular do RG, candidato à vaga, e plastificou para dificultar a descoberta da falsificação. A fraude ainda foi confirmada com a comparação de impressões digitais.
Descoberto o esquema, Paulo Henrique admitiu ter sido contratado, por R$ 10 mil, por Ricardo para fazer a prova no lugar dele.
O vestibular aconteceu na tarde do último sábado e, por indicação de Paulo Henrique, o candidato Ricardo foi localizado e preso em frente à Unimes, na Rua Conselheiro Saraiva, na Vila Nova.
O candidato verdadeiro e o seu dublê viajaram juntos de Manaus. No quarto de hotel ocupado pelo médico foram apreendidos equipamentos para cola eletrônica, que não chegou a ser usada.
Critérios de segurança
Pró-reitor acadêmico e presidente da Comissão de Vestibular da Unimes, o professor Daniel Carreira Filho garantiu ontem a lisura do processo seletivo da universidade. Para o curso de Medicina, se inscreveram cerca de 1.500 candidatos para 100 vagas.
De acordo com Carreira, um rígido critério de identificação dos candidatos, que engloba a checagem de documentos, a comparação de impressões digitais e a conferência de fotos, impede o êxito de eventuais fraudes.
O pró-reitor também destacou que as regras estão previstas no edital e podem ser realizadas também no ato da matrícula, e não apenas no momento das provas.

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