Tecnologia de congelamento é utilizada na exploração mineral do Amazonas

Tecnologia permite que a perfuração no solo aconteça com segurança. A mina ficará entre 700 e 900 metros abaixo do aquífero Alter do Chão

MANAUS – Após o recebimento da licença ambiental prévia para a exploração mineral em Autazes(distante 113 quilômetros de Manaus), a empresa Potássio do Brasil dá continuidade aos estudos de engenharia e investigação da área a ser utilizada, assim como da hidrogeologia do local. Uma das tecnologias a serem implementadas na construção da mina é a de congelamento da água. A técnica será empregada durante a perfuração dos poços utilizados para a extração do potássio.

O diretor da Potássio do Brasil Ltda., José Fanton, explica que a tecnologia, utilizada no Canadá, permite que a perfuração no solo aconteça com segurança. A mina é subterrânea e ficará entre 700 e 900 metros de profundidade, abaixo do aquífero Alter do Chão. Para ter acesso à mina serão construídos dois elevadores com profundidade de aproximadamente 900 metros, com 100 metros de distância entre eles.

De acordo com Fanton, o congelamento consiste na injeção de nitrogênio líquido à superfície porosa, onde há composição arenosa, ocasião em que ocorre o resfriamento. Após o congelamento será possível fazer novas escavações e cimentação, que é a utilização do concreto. “Faremos o congelamento da parte superficial, nos primeiros 400 metros, até conseguirmos vencer a área porosa que é menos consolidada”, disse o diretor. “As perfurações não oferecem risco ao aquífero porque são localizadas e serão feitas na circunscrição do poço, sem a intenção de contaminação”, completou.

A expectativa, segundo o diretor, é que as obras para a instalação da mina iniciem no próximo ano. Após o recebimento da licença ambiental prévia, outorgada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) na última quarta-feira (22), a empresa aprimora os estudos de beneficiamento do potássio, assim como os levantamentos de engenharia, hidrogeologia, refinamento das informações relacionadas ao meio ambiente, e implicações socioeconômicas e sociais, critérios exigidos pelo Ipaam. “Também vamos avaliar as questões de vias de acesso ao município e da logística utilizada para o escoamento do produto, a comercialização. A produção será fornecida ao território nacional, que hoje importa 95% do que consome. Seremos responsáveis pelo fornecimento de 25% do total demandado pelo país”, assegura.

O projeto contará com investimento total de US$2 bilhões. Na fase de construção deverá empregar cerca de 4,5 mil trabalhadores. A matéria-prima importada é adquirida a partir de países como Rússia, Canadá, Alemanha e Israel, que são os principais produtores do cloreto. De acordo com o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), em 2014 o Brasil importou 9,041 milhões de toneladas de cloreto de potássio, o equivalente a US$2,8 bilhões.

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